Prémio Nacional de Cultura e Artes, 2019

Teta Lando distinguido a título póstumo

O músico Alberto Teta Lando foi distinguido, esta segunda-feira, a título póstumo, com o prémio Nacional de Cultura e Artes na modalidade da música. O júri que anunciou os vencedores deste ano, em conferência de imprensa, em Luanda, destaca o conjunto da obra e a trajectória musical do artista.

Teta Lando distinguido a título póstumo
D.R

De acordo com júri, as composições de Teta Lando “tornaram-se clássicas do cancioneiro angolano, interpretadas, gravadas em várias versões e adaptadas à novas correntes musicais diversos ritmos angolanos por artistas nacionais e estrangeiros”.  

Falecido em Julho de 2008, Alberto Teta Lando deixou um repertório em que se destacam músicas como ‘Um assobio meu’, ‘Negra de carapinha’, ‘Angolano segue em frente’, ‘Eu vou Voltar’, entre outras.

Além de vários LP, o artista deixou um legado onde se incluem  discos  ‘Esperanças Idosas’ e ‘Memórias’, este último uma coletânea de músicas escritas ao longo dos mais de 20 anos de carreira.

Teta Lando nasceu em 1948 em Mbanza-Kongo, antiga capital do Reino do Kongo, no Zaire.

Intérprete e compositor, Teta Lando, que viveu vários anos em Paris (França), de 1978 a 1989, desempenhou as funções de presidente da União Nacional de Artistas e Compositores (UNAC).

Entre os vencedores constam ainda o escritor luso-angolano José Eduardo Agualusa, o artista plástico Don Sebas Cassule e a Globo Dikulu, “pelo empenho na massificação das artes cénicas angolanas, com a realização anual do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (Festeca), destaca o júri.

A lista inclui o pesquisador António Domingos ‘Tony Mulato’, na categoria de dança, pela dedicação na recuperação das danças carnavalescas, particularmente da cabecinha, com o grupo União Njinga a Mbande.

O cineasta Dorivaldo Cortez foi distinguido na categoria de Cinema e Audiovisual, fruto da acção criativa na valorização e promoção da produção cinematográfica angolana.

Na vertente da investigação em ciências humanas e sociais, o prémio foi atribuído à historiadora Constança Ceita, pela obra ‘O estranho destino de um sertanejo na África: a transculturação de Silva Porto- 1838-1890’.

O Prémio Nacional de Cultura e Artes é a mais importante distinção do Estado na cultura, tendo como principal objectivo incentivar a criação artística e cultural, bem como a investigação científica no domínio das ciências humanas e sociais. Constitui uma homenagem e incentivo ao génio criador dos angolanos, de modo a perpetuar entre os cidadãos ideias tendentes à compreensão das múltiplas formas da criação artística e diversidade das manifestações linguísticas e culturais do povo e da Nação.

 

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