Sindicato reconhece que “não há condições” para reinício das aulas

Sinprof afirma que pandemia veio “destapar debilidades” das escolas

O Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) considerou hoje que à covid-19 veio "destapar as debilidades" das infra-estruturas escolares do país, afirmando que "não há condições" para o reinício às aulas, previsto para 13 de Julho.

Sinprof afirma que pandemia veio “destapar debilidades” das escolas
D.R
Os professores propõem o recomeço das aulas para Setembro

O posicionamento dos docentes decorre de visitas a escolas do país, "onde foram verificadas falta de condições de biossegurança para os alunos, professores e administrativos.

Os professores propõem o recomeço das aulas para Setembro "mas tendo em conta o evoluir da pandemia no país".

Segundo o secretário-geral do Sinprof, Admar Jinguma, o posicionamento dos docentes decorre de visitas a escolas do país, "onde foram verificadas falta de condições de biossegurança para os alunos, professores e administrativos".

"Aliás, estava claro, desde o início que essas condições não seriam criadas, porque não seria possível em 45 dias o Ministério da Educação criar condições que o executivo nunca conseguiu criar neste tempo todo", disse hoje o responsável sindical, em declarações à Lusa.

Para o líder sindical, as condições que o país vive, imposta pela covid-19, "veio apenas destapar o véu para o tipo de escolas" que o país tem

"Não falo do sistema educativo em si, mas do tipo de escolas que temos", comentou.

Em relação à garantia de água para higienização dos alunos e demais intervenientes do setor, Admar Jinguma afirmou que no país há "poucas escolas com água corrente" e, nas que têm, "a água não jorra com frequência".

"Portanto, dificilmente essas condições seriam criadas e ainda bem que os governadores províncias foram perentórios em dizer que não tinham recursos para a criação das condições necessárias para o retorno às aulas", notou.

As aulas no ensino geral e universitário foram suspensas em Março, antes de o Presidente João Lourenço, declarar o estado de emergência, que decorreu entre 27 de Março e 25 de Maio.

           

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