Malanje

Plano de desenvolvimento orçado em 678 mil milhões

O plano de desenvolvimento de Malanje para o período 2018/2022 conta com um investimento de 678 mil milhões, 543 milhões e 563 mil kwanzas, destinados à melhoria das condições sociais, através de projectos municipais locais e do governo.

Plano de desenvolvimento orçado em 678 mil milhões
D.R.
Plano prevê investimento em 14 municípios de Malanje.
Norberto dos Santos

Norberto dos Santos 'Kwata Kanawa'Governador de Malanje

O PDP prevê a desconcentração e futura descentralização da acção governativa para os municípios, visando dotá-los de capacidades e competências locais.

A informação consta do comunicado final da I sessão ordinária do Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade, realizado na terça-feira, nesta cidade, sob orientação do governador provincial, Norberto dos Santos ‘Kwata Kanawa’, na condição de presidente do órgão.

O documento realça ainda que o Plano prevê a execução de 399 acções de carácter anual e 211 projectos plurianual, não revelados, de impacto socioeconómico que concorrem para o desenvolvimento integral da província.

A reunião analisou e informou sobre a fatia de Malanje no Orçamento Geral do Estado (OGE), deste ano, com queda de 26,6 por cento, estimado assim em 61 mil milhões e 146 milhões de kwanzas, destinados a despesas com pessoal e serviços.

O OGE, de acordo com o comunicado final, prevê um investimento de dois mil milhões e 803 milhões de kwanzas para a construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento de escolas, nos 14 municípios da província, bem como 414 milhões de kwanzas para a construção e apetrechamento de centros materno-infantis em Cacuso e Luquembo.

O sector da agricultura absorve 99 milhões para a implementação do projecto de reconversão varietal da mandioca, relançamento da produção de hortícolas, fomento da produção de arroz e algodão.

Segundo o governador de Malanje, o Plano de Desenvolvimento da Província (PDP) prevê a desconcentração e futura descentralização da acção governativa para os municípios, visando dotá-los de capacidades e competências locais, para a resolução dos problemas da população, acrescentando que, apesar da redução da fatia para Malanje, e dos constrangimentos, o governo continua a procurar soluções para os principais problemas que afectam a população, com incidência para a educação, saúde, agricultura e obras públicas, energia e água.

Outros artigos do autor