No Huambo

Falta de norma trava plano de estágio

A falta de um instrumento jurídico sobre a obrigatoriedade das instituições permitirem, de forma gratuita, o estágio curricular, tem inviabilizado o desenvolvimento deste processo, que visa aperfeiçoar a competência técnica e académica dos estudantes.

Falta de norma trava plano de estágio
D.R.

As referidas empresas, para além dos fundamentos acima invocados, alegam a situação da responsabilização em casos dos estagiários danificarem os equipamentos.

Segundo  o director do Instituto Técnico Agrário (ITA) do Huambo, António Joaquim Sapalo, nas Provas de Aptidão Profissional de 173 finalistas, a falta do instrumento jurídico tem permitido que as empresas se furtem a responder às solicitações das instituições de ensino, para o estágio curricular, alegando encargos financeiros para a remuneração.

António Joaquim Sapalo referiu que as empresas têm aplicado a Lei Geral do Trabalho, que consagra a remuneração obrigatória para todo o estágio profissional, o que tem criado sérios constrangimento na execução das políticas do estágio curricular.

A título de exemplo, apontou a realidade vivida pela instituição que dirige, ao ver-se rejeitada, no presente ano académico, por 15 empresas, das 40 que foram solicitadas para albergar os estudantes da 13.ª classe, que no quadro do novo panorama dos cursos técnicos, passam a frequentar o estágio curricular obrigatório supervisionado.

Segundo o responsável, as referidas empresas, para além dos fundamentos acima invocados, alegaram igualmente a situação da responsabilização em casos dos estagiários  danificarem os equipamentos.

Contudo, considerou de positivo o estágio realizado pelos 173 estudantes, dos 181 inscritos, na medida em que serviu para avaliar os aspectos a serem melhorados para se garantir a qualidade dos quadros formados, com implementação de conhecimentos relevantes, como as técnicas de mecanização e pesquisas de solos, para melhor enfrentarem os desafios actuais e do futuro.

Entre os 173 finalistas de Produção Vegetal, Animal, Agro-alimentar e Gestão Agrícola, que frequentaram o estágio curricular em 25 empresas do ramo agrícola, constam 74 do Huambo, 65 de Benguela, 34 do Kwanza-Sul, assim como quatro de Luanda e igual número do Bengo.

Criado em 1978, o Instituto Técnico Agrário, anteriormente designado por Instituto Médio Agrário, é uma instituição vocacionada à formação de quadros para o sector agro-pecuário e afins.

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