Nas conclusões do 13.º congresso

UNITA reafirma acusações de partidarização do Estado

A Unita reafirmou hoje as acusações de partidarização do Estado e anunciou que vai realizar o próximo congresso ordinário em 2023.

UNITA reafirma acusações de partidarização do Estado
D.R.
Adalberto Costa Júnior, presidente da Unita

Nas conclusões, a Unita manifestou preocupação com o "estado actual da governação nomeadamente no concernente às áreas sociais como a saúde, a educação, transportes públicos, água e energia".

 

Nas conclusões hoje divulgadas do 13.º congresso, que terminou na sexta-feira com a eleição de Adalberto Costa Júnior como líder do partido, o ‘Galo Negro’ acusou o "Estado de continuada partidarização que contribui para a estagnação da democratização do país", colocando em causa as autárquicas de 2020.

Nas conclusões, a Unita manifestou também a sua preocupação com o "estado actual da governação nomeadamente no concernente às áreas sociais como a saúde, a educação, transportes públicos, água e energia".

A grave crise económica, financeira e social e ao quadro cada vez mais degradante das condições de vida dos cidadãos" foi outra das preocupações dos congressistas expressas nas conclusões, criticando também a "incapacidade do Governo em dar resposta às vítimas da fome e da seca no Sul de Angola".

O congresso constatou também "a falta de vontade política do Governo em criar medidas eficazes e abrangentes de combate à corrupção", apostando na "continuada partidarização" do Estado.

Este impasse tem como consequência a "estagnação em que se encontra o processo de democratização do país", de que é exemplo o "evidente atraso na aprovação do pacote legislativo autárquico e criação de condições para a instalação da administração autárquica local em todos os municípios".

Os militantes aprovaram a realização do próximo congresso da Unita para 2023, seguindo-se a realização de reuniões magnas ordinárias de cinco em cinco anos.

Sob o lema Patriotismo, Coesão e Cidadania, o congresso assinalou a necessidade de o país começar um novo modelo de governação, que assinale o "fim do ciclo do regime que governa o País desde 1975", liderado pelo MPLA.

Por sua vez, o novo presidente do Partido, Adalberto Costa Júnior, declarou, durante o discurso de vitória na sexta-feira, que não basta mudar o Presidente de Angola "sem mudar as más práticas, sem abraçar a transparência", afirmando ser este o objectivo de melhorar a vida de todos os angolanos.

Adalberto Costa Júnior deixou clara a necessidade de realizar eleições autárquicas em simultâneo em todo o país em 2020 e de prosseguir em direcção à alternância do poder político em 2022, quando se realizam eleições gerais.

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