A partir de 2020

UAN abre mestrado em Matemática

A Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (FCUAN) vai promover, a partir do próximo ano académico, em Luanda, o primeiro mestrado em Matemática.

UAN abre mestrado em Matemática
Mário Mujetes
Maria de Natividade, coordenadora do mestrado

Maria da Natividade avança que o curso prévio, para cuja inscrição se deverá pagar entre 10.000 e 35.000 kwanzas mensais, foi criado tendo em conta as dificuldades do ensino da disciplina no país e, para esta edição, estão disponíveis 60 vagas.

Segundo a coordenadora do mestrado, Maria de Natividade, de momento, estão a decorrer as inscrições para o pré-curso (nivelamento) deste grau académico, com término previsto para Agosto.

O nivelamento, explica a académica, é um curso prévio do mestrado de carácter eliminatório, que tem como objectivo uniformizar o nível de formação, devendo serem apurados os que alcançarem 25 créditos (cada crédito equivale a 15 horas lectivas).

Maria da Natividade avança que o curso prévio, para cuja inscrição se deverá pagar entre 10.000 e 35.000 kwanzas mensais, foi criado tendo em conta as dificuldades do ensino da disciplina no país e, para esta edição, estão disponíveis 60 vagas.

Para o início, estão previstos 30 candidatos, que serão assistidos por 14 docentes vindos de Portugal, Espanha, África do Sul, Costa do Marfim, Benim, Camarões e dois angolanos, aos quais se deverão juntar mestres nacionais.

O mestrado será leccionado em inglês e em português e, para o nivelamento, contará com aulas de inglês. Os dois melhores estudantes do ciclo de formação geral também poderão ficar isentos no segundo ano.

O curso oferece uma formação avançada de Matemática, fundamentalmente para as instituições do ensino superior que possuem a disciplina no programa curricular e os professores que a têm como ferramenta de trabalho, daí a denominação ‘Matemática e aplicação’.

O curso de Matemática da Faculdade de Ciência só formou, ainda ao longo dos 50 anos de existência, um doutor.

A ideia do mestrado, que conta com o financiamento parcial da Fundação Caloueste Gulbenkian, nasce tendo em conta a escassez de doutores e por causa da crise que originou a redução das bolsas externas.

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