UNIVERSIDADE JEAN PIAGET

Professores exigem saída do tesoureiro para regressarem às aulas

O início das aulas estava marcado para segunda-feira, 12, mas não se concretizou. Docentes falam também de “desempenho ilegal” do vice-reitor para a docência.

Professores exigem saída do tesoureiro para regressarem às aulas
D.R

Os professores da Universidade Jean Piaget condicionam o regresso às aulas, depois da interrupção imposta pela covid-19, à suspensão de José da Costa Rocha, tesoureiro da entidade gestora da instituição de ensino, da Associação do Instituto Piaget de Angola (Aipa).

As aulas seriam retomadas segunda-feira, 12, mas os docentes aproveitaram o dia para, em conferência de imprensa, apresentar o protesto, salientando que a intenção já tinha sido manifestada em reunião que antecedeu ao reinício das aulas. E, sequencialmente, apresentaram um memorando com a decisão à Aipa.

Abraão Franco, porta-voz dos docentes, explica que José da Costa Rocha faz “uma gestão financeira danosa, impiedosa e desumana”, sendo com ele que começaram os problemas financeiros da Universidade. “Não é compreensível que uma universidade que existe há 20 anos se depare com tantos problemas financeiros”, insiste, observando que, “na anterior gestão, podia até haver dívidas, mas não com os professores”.

Abraão Franco denuncia ainda o que considera “desempenho ilegal” do vice-reitor para a docência e investigação, Rui Brochado, cuja documentação não terá sido aferida pelo Ministério do Ensino Superior por alegadamente não ter sido enviada a esta entidade.

Por sua vez, o reitor interino da Universidade prometeu informar a entidade patronal sobre a exigência dos docentes, apontando para “breve a resolução do problema”.

Em declarações a Rádio Essencial, José da Costa Rocha desmente as afirmações do corpo docente da Universidade, salientando que “vão ter de provar” o que dizem. E antecipa que não vai aceitar ser destituído, a não ser que seja pelo presidente da Aipa, António Oliveira Cruz.

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