Após 14 anos no poder

Presidente da Bolívia demite-se

Presidente da Bolívia demite-se
D.R
Evo Morales, ex presidente da Bolívia

O chefe da instituição militar, Williams Kaliman, e o comandante da polícia boliviana, Yuri Calderón, leram declarações separadas, nas quais pediam a renúncia de Morales, que foi reeleito nas eleições de 20 de Outubro para um quarto mandato, sob suspeitas de fraude eleitoral.

O presidente da República da Bolívia, Evo Morales, renunciou este domingo ao cargo, após quase 14 anos no poder, numa declaração transmitida pela televisão do país.

"Estou a renunciar para que os meus irmãos não sejam ameaçados. Lamento muito este golpe civil", afirmou Morales citado pela Lusa.

Morales demitiu-se depois de os chefes das Forças Armadas e da polícia da Bolívia terem exigido que o presidente abandonasse o cargo para que a estabilidade e a paz possam regressar ao país.

O chefe da instituição militar, Williams Kaliman, e o comandante da polícia boliviana, Yuri Calderón, leram declarações separadas, nas quais pediam a renúncia de Morales, que foi reeleito nas eleições de 20 de Outubro para um quarto mandato, sob suspeitas de fraude eleitoral.

A Bolívia atravessa uma crise social e política desde o dia seguinte às eleições.

No domingo, Evo Morales havia já convocado novas eleições após a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter recomendado a repetição do acto eleitoral por suspeitas de irregularidades a 20 de Outubro.

Dois ministros e o presidente da Assembleia Nacional, Victor Borda, tinham também já renunciado aos seus cargos no domingo.

Após as demissões no governo, também a presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, Maria Eugenia Choque Quispe, apresentou a sua renúncia “irrevogável” para ser "investigada", na sequência do relatório da OEA.

O Ministério Público da Bolívia anunciou no domingo que ía processar os membros do Supremo Tribunal Eleitoral devido a irregularidades "muito graves" detectadas pela OEA, que podem levar a "erros criminais e eleitorais relacionados com o cálculo dos resultados oficiais" das eleições de 20 de Outubro.

Os Estados Unidos e a União Europeia apoiaram a convocação de novas eleições presidenciais na Bolívia.

 

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