Alegada gestão danosa

PGR e SIC investigam acusações na Ordem dos Médicos

PGR e SIC investigam acusações na  Ordem dos Médicos
D.R
Elisa Gaspar, Bastonária da Ordem dos Médicos Angolanos.

Os problemas na Ordem dos Médicos de Angola (Ormed) estão, já há algum tempo, sob a averiguação dos Serviços de Investigação Criminal (SIC) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), a fim de se aferir a veracidade das acusações sobre alegados desvios de valores monetários e gestão danosa, informou a bastonária Elisa Gaspar.

A responsável disse, em conferência de imprensa, que os dois órgãos de justiça estão a examinar documentos, práticas e acções realizadas pelo actual elenco directivo da instituição, após hipotéticas calúnias e difamações proferidas pelo Conselho Regional Norte, sobre eventual desvio de 19 milhões de kwanzas, de entre outros comportamentos repudiáveis.

A médica justificou que os 19 milhões de kwanzas foram gastos, de Março a Dezembro do ano passado, em salários de funcionários internos; bilhetes de viagens e alojamento; transporte, combustível, manutenção e reparações; comunicação, recarga e internet; energia e água; e pagamentos diversos, o que alguns membros não dominam.

Na sequência das alegadas acusações contra si, a pediatra de especialização disse que a Ordem abriu dois “processos-crime” junto das referidas entidades, que, em breve, os tornarão públicos, até se conhecer o veredicto. 

Eleita a 28 de Abril de 2019, com 45,5 por cento dos votos, a bastonária foi destituída do cargo no último sábado (17 de Outubro), pelo Conselho Regional Norte, durante uma Assembleia-Geral Extraordinária, sem a alegada participação das ‘Alas’ Sul, Centro e Leste, que compõem as 4 regiões da Ordem dos Médicos de Angola, a nível das 18 províncias.

Conforme o Conselho Regional Norte, esta medida deveu-se, essencialmente, a uma suposta gestão danosa de bens financeiros e patrimoniais por parte de Elisa Gaspar. A responsável é acusada de ter supostamente desviado 19 milhões e 800 mil kwanzas, alocados pelo Ministério da Saúde, e de demonstrar falta de solidariedade à classe.

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