No Huambo

Mortes por malnutrição aumentam

O número de crianças mortas por malnutrição no Huambo aumentou, nos primeiros seis meses deste ano, para 148 casos, comparativamente ao igual período de 2019, onde se registaram 95 óbitos, soube hoje, terça-feira, a ANGOP.

Mortes por malnutrição aumentam
D.R

Ao confirmar o facto, a supervisora provincial de Nutrição, Cármen Adelaide Agostinho Mossovela, disse que os óbitos resultaram de 1.375 casos identificados nas 13 unidades sanitárias especiais para o tratamento de casos de malnutrição nos 11 municípios, contra os 1.579 do ano passado.

Informou que dos 1.375 casos, com 148 óbitos, 204 chegaram a melhorar, enquanto os demais menores de cinco anos (1.023) continuam doentes.

A responsável argumentou que o aumento de casos de malnutrição deve-se a não realização de acções de controlo e prevenção por parte das comunidades e a chegada tardia nas unidades sanitárias.

Cármen Adelaide Agostinho Mossovela acrescentou ainda, entre as causas, o desmame precoce e a má alimentação dos menores, por negligência ou ignorância dos pais e encarregados de educação, principalmente nas zonas rurais.

Por esta razão, a responsável aconselhou as mães a cumprirem com as regras do aleitamento materno, que deve ser obrigatório e exclusivo nos primeiros seis meses de vida e, posteriormente, introduzir outros alimentos, em prol do desenvolvimento sadio das crianças.

Lamentou o facto de, apesar de existir muitos alimentos nutritivos, as famílias optam em vender e substituem por outros que põem em causa a saúde das crianças.

Não obstante a essa situação, apontou ainda patologias associadas como a malária, VIH/Sida, doenças respiratórias agudas e diarreicas agudas, VIH/Sida, como sendo algumas das principais causas do internamento dos menores e, também, das mortes.

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