Segundo o reitor da instituição

Falta de condições pode encerrar engenharias na UAN

A falta de docentes e de infra-estruturas pode colocar em risco a abertura de vagas em 2019, ao curso de engenharia na Universidade Agostinho Neto (UAN), alertou o reitor da instituição, Pedro Magalhães.

Falta de condições pode encerrar engenharias na UAN
DR
Campus Universitário da UAN

“Faltam docentes nos cursos de Matemática e Física. E o curso de engenharia de petróleos está em risco de não abrir vagas no próximo ano”, adiantou Pedro Magalhães, durante um debate, em Macau, no âmbito da 1.ª edição do Fórum dos Reitores das Instituições do Ensino Superior da China e dos Países da Língua Portuguesa.

Citado pela Lusa, o responsável da maior e mais antiga universidade angolana admitiu que “existem problemas sérios com as infra-estruturas”, que “a Faculdade de Medicina nunca teve instalações próprias” e  que “o campus universitário ainda está por concluir”.

Apesar das “dificuldades de mobilidade” de professores e estudantes na instituição, Pedro Magalhães assegurou que a universidade “está disponível para cooperar com a China e países da língua portuguesa”.

Mais de 70 entidades ligadas ao ensino superior dos países lusófonos e da China assinaram ontem (28) uma declaração conjunta na qual se comprometem a promover a cooperação na mobilidade e no apoio às indústrias inovadoras e criativas.

A declaração conjunta marcou o encerramento da iniciativa organizada pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior de Macau, a Universidade de Macau e a Universidade de São José.

No final da cerimónia de encerramento, os responsáveis acordam em “incentivar a cooperação das indústrias inovadoras e criativas”, tanto na China continental e nas regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong, como nos países lusófonos.
A intenção, pode ler-se na declaração, passa por acelerar “os processos de cooperação comercial global entre os mercados emergentes dos países/regiões envolvidos”.

Entre os países de língua portuguesa, o compromisso foi assinado por representantes de universidades e politécnicos de Portugal, Angola, Moçambique, Timor-Leste e Brasil.

RECOMENDAMOS

POPULARES

ÚLTIMAS