Desde 2014

Angola regista mais de 40 casos de tráfico de seres humanos

Angola regista mais de 40 casos de tráfico de seres humanos
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Ana Celeste, secretária de Estado para os Direitos Humanos

Mais de 40 casos de tráficos de seres humanos, com crianças como principais vítimas, foram registados em Angola desde 2014, informou hoje (13), em Luanda, a secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania, Ana Celeste Cardoso Januário.

Suspeita-se que existam mais casos de tráficos, mas as investigações prosseguem para averiguação, segundo a responsável que falava à imprensa, à margem do ciclo de formação de recolha de dados sobre o tráfico de seres humanos.

No âmbito do sistema integrado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a referida formação é promovida pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos, em parceria com o Escritório da ONU contra Drogas e Crime (UNUODOC).

A secretária de Estado informou ainda que todos os casos estão a ser investigados, cinco dos quais já foram julgados, inclusive envolvendo cidadãs asiáticas, repatriadas em função do crime.

Disse que dos casos registados, constam crianças provenientes da República Democrática do Congo, cuja prioridade incide no retorno ao respectivo país ou na colocação, em Angola, em famílias substitutas ou em centros de acolhimento.

Realçou que o Estado vem desenvolvendo campanhas de divulgação e sensibilização, para elevar a consciência dos cidadãos no intuito de denunciarem estas acções, de modo a responsabilização dos envolvidos.

Alerta que o tráfico pode ser interno (de pessoas levadas de uma província para outra) ou externo (estrangeiros explorados em Angola).

A secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania reafirmou o empenho do Estado, para melhorar os mecanismos de cooperação e combate ao tráfico de seres humanos na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Angola trabalha na prevenção, através de sensibiliza, protecção das vítimas, responsabilização dos autores e na cooperação com outros países e organizações, para tornar mais eficiente a luta contra este flagelo.

 

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