Na Huíla

Caça furtiva ameaça extinção de zebras

Algumas espécies de animais, como zebras, avestruzes, búfalos, caumbas e impalas, existentes no Parque Nacional do Bicuar, na Huíla, encontram-se em perigo de extinção devido à caça furtiva, informou, neste sábado, no Lubango, o director da instituição, José Candungo, citado pela Angop.

Caça furtiva ameaça extinção de zebras

Com uma dimensão de 7.900 quilómetros quadrados, o Parque do Bicuar foi criado em 1953 com o objectivo de proteger e defender diversas espécies animais e vegetais, estando localizado numa zona limítrofe dos municípios do Quipungo, Matala e Gambos.

O responsável disse que as cinco espécies não são vistas desde 2007, altura em que o Governo assumiu a gestão da reserva. "O que temos constatado no parque são manadas de 30 a 45 palancas vermelhas, gungas, olongos, elefantes, mabecos, leopardos, hienas, chacais, raposas pretas, gatos bravos e uma gama de aves”, salientou.

José Candungo apontou os rinocerontes, elefantes e as palancas vermelhas como as espécies mais escolhidas pelos caçadores furtivos, que encontram facilidades devido às imensas dificuldades que o parque enfrenta em termos de fiscalização, como a falta de transporte para percorrer toda a extensão do perímetro da reserva natural, assim como alimentação para a equipa de fiscais, composta por 75 elementos.

Um estudo realizado em 2004, por uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) da Huíla, confirmou a localização de algumas espécies de animais anteriormente dadas como extintas no parque. Entre os animais, constavam chitas, leopardo caçador, hiena malhada, leões, elefantes e porco pacochero, assim como conseguiram visualizar o regresso de manadas de olongos, palancas vermelhas e castanhas, oribis, punjas, bambis e várias aves de rapina, como águias, abutres e corvos.

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