Por iniciativa da administração do Cazenga

Trabalhadoras de sexo recebem formação

Pelo menos, 24 trabalhadoras de sexo recolhidas pela Administração do Hoji Ya Henda, no Cazenga, começam hoje a receber formação profissional. Ideia é dar-lhes condições para largarem a profissão e agarrarem outras oportunidades.

Trabalhadoras de sexo recebem formação

A medida é de carácter pedagógico e visa tirar estas mulheres, de diferentes idades, da prática da prostituição, segundo os planos da administradora

Mais de 30 prostitutas detidas pela polícia, há duas semanas, por ordem da Administração do Cazenga, em Luanda, começam esta semana a beneficiar de formação profissional em diferentes áreas e terão direito a receber ‘kits’ de trabalho.

A medida é de carácter pedagógico e visa tirar estas mulheres, de diferentes idades, da prática da prostituição, segundo os planos da administradora do Hoji Ya Henda, Branca Mateus. 

No ordenamento jurídico angolano, a prostituição não é crime fora do espaço público. No entanto, em público e nas redes sociais, é considerado “crime ao ultraje público, ao pudor”.

Em Angola, a prática ganha espaço em diferentes níveis, mas há quem entenda ser cedo para legalizar a prostituição, ao mesmo tempo que outros defendem a autorização da actividade, com o argumento de que o Estado perde ao não cobrar impostos. Há quem junte ainda nos argumentos a favor da legalização o facto de a prática, exercida ‘às escondidas’, alegadamente aumentar o número de mortes por doenças de transmissão sexual.

A socióloga Carla Prudente entende que o problema da prostituição tem raízes socioculturais e não tanto económicas. Por isso, manifesta-se contra a sua formalização, por entender que as pessoas devem fazer trabalhos decentes. “Quem vive desta actividade não tem como educar os filhos. Ou diz aos filhos onde vai buscar os rendimentos e, se disser, promove a prática”, argumenta.

 

14 PAISES FORMALIZARAM

Enquanto alguns países proíbem completamente a prostituição, outros tentam legalizar e regulamentá-la, proporcionando benefícios sociais às trabalhadoras de sexo, ao mesmo tempo que fomentam receitas para o Estado. Pelo menos 14 países no mundo já oficializaram o trabalho.

A Nova Zelândia legalizou-a em 2003. Na Alemanha, as prostitutas estão legalizadas e pagam impostos, recebem benefícios sociais, como pensões e ambas as partes ganham, o trabalhador e o Estado. As trabalhadoras têm os direitos previstos na lei do trabalho. Na Austrália, a prostituição é legal, desde que feita por maior de idade. Está também legalizada na Bélgica, Brasil, Canadá e França.

 

 

 

 

 

 

 

 

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