Simulação de ataque à China

Taiwan inicia hoje exercícios militares

Taiwan iniciou esta terça-feira (16) manobras militares, sob o nome ‘JE 107-2’, que simulam um ataque do Exército Popular de Libertação da China contra bases localizadas a Leste da ilha, informou o Ministério da Defesa.

Taiwan inicia hoje exercícios militares
D.R.
Manobras navais incluíram a participação de F-16.

Estes exercícios militares seguem outras operações navais realizadas na segunda-feira que envolveram fragatas e contratorpedeiros de Chengkung, Kidd e Lafayette, e respondem “à crescente ameaça militar da China”, refere-se num comunicado do Departamento de Defesa de Taiwan.

Nas manobras desta terça-feira, que vão durar dois dias, participam as três forças militares da ilha, incluindo os aviões de combate norte-americano F-16 da base aérea de Chiashan, localizada no distrito de Hualien, no Leste do território. O principal objectivo é verificar a capacidade defensiva de Taiwan no caso de um ataque aéreo e guerra electrónica naquela área da ilha, explicaram peritos militares em Taiwan.

Na segunda-feira, as manobras navais também incluíram a participação de F-16, que realizaram missões para interceptar aviões inimigos e simularam a defesa contra um ataque aéreo e naval chinês. As operações procuraram testar a capacidade de defesa aérea e antiaérea de Taiwan no leste da ilha, perante a passagem frequente de navios e aviões militares chineses.

Taiwan inicia hoje exercícios militares

Os exercícios de segunda-feira incluíram aviões Lockheed Martin F-16 e Dassault Mirage 2000, dispositivos de ataque electrónico ALQ-184 e tanques. A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen (na foto), acusou a 10 de Outubro a China de promover conflitos na região e garantiu que não vai renunciar à soberania ou a um estilo de vida “livre e democrático”. Taiwan vai “evitar o confronto e manter a paz e a estabilidade”, mas não vai ceder à “pressão chinesa”, acrescentou então a líder.

A ilha, onde se refugiou o antigo governo chinês depois do Partido Comunista tomar o poder no continente, em 1949, e que continua a ostentar o nome de ‘República da China’(sem o adjectivo ‘Popular’) – é vista por Pequim como uma província da China e não como uma entidade política soberana.

 

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