PGR não avança montantes

Suíça e Maurícias dispostas a repatriar capitais de Angola

Suíça e Maurícias dispostas a repatriar capitais de Angola
D.R.
Mota Liz, vice-procurador-geral da república

O vice-procurador-geral da República, Mota Liz, confirmou ontem, em Luanda, que as autoridades da Suíça e das Ilhas Maurícias manifestaram-se disponíveis em repatriar os capitais financeiros de Angola transferidos de forma “ilícita”.

O magistrado do Ministério Público, que falava à imprensa à margem da Conferência Internacional sobre ‘Perda de Valores e Recuperação de Activos’, não avançou os valores existentes naqueles países europeus e africano nem quanto entrou em Angola no quadro da Lei de Repatriamento de Capitais Ilícito, mas disse tratar-se de “milhares de milhões” de dólares norte-americanos.

Para outros países, cujos nomes não avançou, Mota Liz lamentou existir burocracia, por, às vezes, faltarem acordos de cooperação que criam alguns “constrangimentos”.

Apesar de alguns países possuírem interesses com os activos financeiros que estão no seu país e, com isso, manifestar reservas em transferi-los para Angola, Mota Liz disse que a PGR tem estado a trabalhar em acordos com vários países com vista a facilitar tais mecanismos.

O magistrado reafirmou a vontade de punir “exemplarmente” todas as pessoas que enveredarem pela prática de crimes financeiros, peculato, corrupção e conexos, uma medida que “vai moralizar a sociedade e desencorajar quem optar pelo crime”.

“E aqueles que insistirem enveredar pelo crime vamos punir exemplarmente, independentemente de quem seja, a lei tem de ser igual para todos. Quem optar pelo crime tem de assumir as suas responsabilidades, sentindo a mão dura do Estado”, reitera.

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