No Huambo

Sete em cada dez cidadãos são consumidores de algum tipo de droga

Pelo menos, sete em cada dez cidadãos, dos 15 aos 65 anos, residentes no Huambo, já consumiram ou mesmo fazem o uso de alguma droga, informou hoje, sexta-feira, o chefe do departamento local do Instituto Nacional de Luta Anti-drogas (INALUD), Nelson Pedro Nhanga.

Sete em cada dez cidadãos são consumidores de algum tipo de droga
D.R

Nestes primeiros três meses do ano, o hospital psiquiátrico da província atendeu 614 cidadãos com problemas mentais, resultantes da tóxico-dependência, além da detenção pelo SIC de 13 cidadãos que cometeram crimes diversos depois consumirem estupefaciente do tipo liamba e outros 12 por tráfico de drogas pesadas.

O responsável do INALUD fez estes pronunciamentos à ANGOP por ocasião do Dia Internacional de Luta Contra o Uso Indevido e o Tráfico de Drogas, que se assinala hoje (26), numa iniciativa da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), para ajudar e sensibilizar as pessoas a tomarem consciência dos efeitos nocivos do consumo destes produtos.

Nelson Pedro Nhanga referiu que os adolescentes e jovens com idades entre os 15 aos 35 anos constituem a franja mais acentuada no consumo de drogas, quer sejam lícitas (bebidas alcoólicas, tabaco e outras), quer sejam as ilícitas (inalação de gasolina, liamba, libanga e cocaína).

Por isso, o responsável disse tratar-se de uma situação bastante crítica que carece da intervenção das famílias, igrejas, escolas e o do Estado, de forma geral, sobretudo nesta fase de prevenção e combate à covid-19, pois que o consumo de droga propicia a propagação do vírus, na medida em que o cidadão passa a estar fora de si e, em consequência, desobedece as medidas de biossegurança.

Nelson Pedro Nhanga alertou as autoridades no sentido de estarem mais atentadas, entre outros locais, com as barbearias, lanchonete, também conhecidas como “janela aberta”, bombas de combustíveis e espaços de lavagem de viaturas, sendo que entre Janeiro a Março deste ano foram registados 208 casos de toxicodependência.

Nestes primeiros três meses do ano, acrescentou o responsável, o hospital psiquiátrico a província atendeu 614 cidadãos com problemas mentais, resultantes da tóxico-dependência, além da detenção pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) de 13 cidadãos que cometeram crimes diversos depois consumirem estupefaciente do tipo liamba e outros 12 por tráfico de drogas pesadas.

Salientou que, neste período, 74 cidadãos, 14 das quais mulheres jovens e adultas, foram recuperados da toxicodependência na Fazenda da Esperança, no município do Cachiungo, enquanto 365 cidadãos foram desintoxicados depois do consumo de drogas, 305 tratadas com psico-formações, 191 foram curadas com trabalhos de psicoterapia e outros 30 encaminhados para orientação familiar.

 

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