Evento vai decorrer até 25 deste mês, no Uíge

Saúde promove campanha cirúrgica contra a fístula obstétrica

O Ministério da Saúde (MINSA) promove desde terça-feira, no município da Damba, no Uíge, uma campanha cirúrgica contra a fístula obstétrica.

Saúde promove campanha cirúrgica contra a fístula obstétrica
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No primeiro dia da campanha foram operadas 10 mulheres.

A campanha, que decorre na Maternidade Rainha Santa até 25 deste mês, está a ser assegurada por uma equipa integrada por sete médicos nacionais e estrangeiros, dos quais um irlandês, uma do Panamá, residente no país, e um italiano.

Segundo dados divulgados esta quarta-feira, no primeiro dia da campanha foram operadas 10 mulheres, sendo que a meta é atender 250 pacientes que padecem da doença.

Pacientes já atendidas, afirmaram, em declarações à Angop, ser um alívio livrar-se da doença e do estigma a que muitas estão votadas na sociedade, por causa desta patologia.

Joana da Ressureição, de 34 anos, proveniente de Malanje, e uma das primeiras a ser operada no primeiro dia da campanha, disse ter procurado tratamento médico há vários anos, mas nunca encontrou a cura para o seu problema. Satisfeita com os resultados da cirurgia, considerou a campanha como uma revolução para as mulheres que vivem com a doença.

Já Cristina Ngueve, vinda do Huambo, enalteceu a acção do Governo por, na sua opinião, devolver as mulheres afectadas pela doença a alegria de sentirem-se livres.

A fístula obstétrica é um problema adquirido durante o parto e que transforma à vida de milhares de mulheres em Angola e no mundo num permanente sofrimento físico e psicológico, devido ao estigma que lhes fica associado e que às relega a exclusão social.

Uma das causas da doença prende-se com o parto prolongado, parto não seguro realizado em casa e sem assistência qualificada, violência sexual, complicações cirúrgicas, tumores, linfogranuloma venéreo, cálculos na vesícula e radioterapia.

A perda constante de urina causa mau cheiro, o que origina um desconforto a quem padece da doença e, em muito casos, os doentes, devido ao mau cheiro, também são vítimas de estigma e ensultos constantes no meio familiar, social e laboral.

 

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