Petróleo

Reservas mundiais aumentam 0,4%

As reservas de petróleo no mundo registaram, em 2018, um ligeiro aumento (+0.4 por cento), um crescimento que se concentrou nos EUA, mitigado pela redução em alguns países OPEP, de acordo com a 18.ª edição do ‘World Oil, Gas and Renewables Review’, publicado pela multinacional italiana Eni.

Reservas mundiais  aumentam 0,4%
D.R.

A demanda global de petróleo cresceu por volta dos 1.4 por cento, valor ligeiramente inferior ao de 2017 (+1.6 por cento), num contexto de aumento de preços do petróleo.

De acordo com o relatório a que a Angop teve acesso, a produção de petróleo mundial registou um crescimento global de 2,5 milhões de barris/dia, dos quais 88 por cento devidos aos EUA,  que alcançaram um novo recorde, consolidando a primeira posição no ‘ranking’ dos produtores mundiais. Os valores aumentaram também no Brasil e na Noruega.

Os EUA entraram também para o comércio internacional de crude, duplicando os volumes de exportação e entrando para a classificação top dez. Houve uma importante recuperação para o Canadá, que excedeu o limite de cinco mil barris dia (mb/d) e um recorde também para a Rússia, que acelerou na segunda metade do ano.

Houve no entanto crescimento zero para a OPEP, que apesar dos aumentos nos países do Golfo (especialmente a Arábia Saudita), sofreu perdas devido às sanções impostas ao Irão (-0.2 mb/d) e ao colapso da Venezuela (-0.6 mb/d). 

O novo recorde de produção de ‘tight oil’ continuou a aumentar a quota de crudes ‘sweet light’, que subiram para acima dos 20 mb/d mundialmente. Apenas o ‘light crude Americano WTI’ cobre 60 por cento do crescimento global.

O colapso da Venezuela e do México e a retracção do Irão prevaleceram sob os aumentos na Arábia Saudita e no Iraque, reduzindo o peso do crude ‘medium sour’ pela primeira vez abaixo dos 40 por cento, com impactos nos diferenciais de preço e na refinação.  

No balanço regional de petróleo de 2018, é anulado pela primeira vez o défice das Américas, o qual tinha chegado a exceder os cinco mb/d na última década. O surto na produção dos EUA e o crescimento no Canadá superaram a demanda doméstica, originando um acentuado declínio da dependência do petróleo norte-americano.

O excedente no Médio Oriente está ligeiramente elevado devido aos aumentos do final do ano dos grandes produtores (Arábia Saudita, Iraque e UAE). A dependência de petróleo na Ásia/Pacífico continua a aumentar, posicionando-se em primeiro lugar em termos de défice.  

A demanda global de petróleo cresceu por volta dos 1.4 por cento, valor ligeiramente inferior ao de 2017 (+1.6 por cento), num contexto de aumento de preços do petróleo.

O aumento situa-se ligeiramente abaixo da média quinquenal de 1.7 por cento registada em 2013-2017. Pelo quarto ano consecutivo, a OCDE deu apoio positivo ao crescimento global, mantendo-se a não-OCDE com a quota dominante, contando com 69 por cento do crescimento global.  

Na primeira parte do ano, a elevada disciplina OPEP+ e o anúncio das sanções dos EUA contra o Irão deram suporte a um aumento da curva do preço. O ano finalizou com um declínio acentuado devido aos aumentos de produção na Arábia Saudita e na Rússia, em excesso das perdas geopolíticas e devido a receios crescentes de um abrandamento em termos de crescimento económico.


A quebra de produção na Venezuela e no México, bem como o abrandamento no Irão, devido às sanções dos EUA, penalizaram os crudes médios-pesados, enquanto o crescimento do ‘tight oil’ Americano aumentou a quota de crudes ‘sweet light’, com um aligeiramento adicional dos barris produzidos.

A OPEP desacelerou, em particular na redução do Iraque, mesmo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo a confirmar a sua predominância com 73 por cento da quota total mundial. A Venezuela ocupa a primeira posição, seguida da Arábia Saudita e do Canadá.  

O balanço regional do crude demonstrou pela primeira vez o desaparecimento do défice nas Américas, devido à larga redução no défice Norte-Americano, o que balanceou o excedente na América Central e Sul.

O Médio Oriente permanece a área com o maior excedente, e a Ásia/Pacífico a região com o défice mais profundo.

A demanda mundial de petróleo cresceu cerca de 1,4 por cento, um valor ligeiramente inferior a 2017 (+1.6 por cento), num contexto de aumento de preços do petróleo.

A Ásia manteve a liderança do crescimento global de capacidade de refinação com 77 por cento do aumento de mil b/d vs 2017. Em África, um corte ligeiro reduziu a capacidade em cerca de 0.3 mb/d. 

A aliança OPEP e não-OPEP e o crescimento sustentável do consumo levaram a um aumento de 30 por cento no preço do ICE Brent (72 dólares o barril) quando comparado a 2017 (55 dólares o barril).

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