No Bié

Reduzem mortes por malnutrição

O número de mortes por malnutrição, no primeiro semestre deste ano, reduziu nas unidades hospitalares do Bié, registando-se menos 85 casos, de um total de 104 mortes, em comparação ao mesmo período do ano passado, noticiou a Angop.

Reduzem mortes por malnutrição
D.R.

São principais causas da malnutrição o desmame precoce, carência alimentar em algumas famílias, doenças prolongadas, entre outras.

Segundo o chefe de Departamento de Saúde Pública, Isaías Sambunga Cambissa, no período em referência, foram notificados  1.289 novos casos da enfermidade, menos 70 relativamente ao ano anterior.

A redução no índice de morbi-mortalidade, diz o responsável, resulta da aposta na formação contínua de técnicos de vigilância nutricional, bem como no aconselhamento das comunidades, sobre a necessidade de uma alimentação rica em nutrientes, bem como evitar o desmame precoce dos bebés, para prevenir a doença.

Segundo ainda Isaías Sambunga Cambissa, a nível das diversas instituições sanitárias da província, 950 doentes tiveram alta médica por melhoria, 144 abandonaram o tratamento e 31 outros foram transferidos dos centros de saúde dos municípios do interior para o Centro Nutricional Terapêutico (CNT), no Kuito.

Novecentos e seis casos de malnutrição foram diagnosticados, de Janeiro a Outubro de 2018, no Centro Nutricional Terapêutico do Hospital Provincial do Bié, situado no Kuito, que causou a morte de 164 pessoas, mais 14 mortes em relação a igual período de 2017.

São principais causas da doença o desmame precoce, carência alimentar em algumas famílias, doenças prolongadas (malária, anemia, diarreias e outras).

Salientou que o tratamento da enfermidade geralmente é feito na base dietética (leite e papa de soja ou farinha de milho), associado aos fármacos em casos mais graves.

Actualmente estão controlados mais de 172 unidades sanitárias no Bié, destes sete são instituições missionárias.

O Kuito possui 36 unidades sanitárias, Andulo 34, Cunhinga, Chinguar e Chitembo com 17 cada um, Nharêa e Catabola com 15 cada um, Camacupa 12 e Cuemba com apenas nove.

O sector da saúde no Bié tem 3.958 funcionários, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio.

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