Ismael Diogo foi detido por suspeita de crimes de burla por defraudação e corrupção activa

Presidente da FESA em liberdade com termo de identidade

Presidente da FESA em liberdade com termo de identidade
D.R.
Ismael Diogo, presidente da FESA

A Procuradoria-Geral da República colocou em liberdade o presidente da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), que se encontrava detido, por suspeita de crimes de burla por defraudação e corrupção activa, disse esta terça-feira fonte judicial.

Fonte dos Serviços Penitenciários disse à Lusa que Ismael Diogo foi libertado, com termo de identidade e residência, após notificação pela Procuradoria-Geral da República. Segundo a fonte, Ismael Diogo, detido na sexta-feira passada, sob suspeita de ter incorrido na prática de crimes de burla por defraudação e corrupção activa, regressou “no final do dia à comarca de Viana, simplesmente para buscar os seus pertences”.

Em comunicado emitido sobre a sua detenção, a PGR indicou que Ismael Diogo foi detido por “se ter furtado” reiteradas vezes em comparecer na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal da Procuradoria-Geral da República, tendo sido ordenada a sua detenção para responder em interrogatório de arguido.

“A PGR vem por este meio levar a conhecimento público que, na sequência do processo-crime n.º 23/18, que corre termos na Direcção de Investigação e Ação Penal, referente à investigação de fraudes financeiras no Conselho Nacional de Carregadores (CNC), foi constituído arguido o cidadão Ismael Diogo da Silva”, referia o comunicado da PGR.

A nota acrescentava ainda que “recaem (sobre Ismael Diogo) fortes suspeitas de ter incorrido na prática dos crimes de burla por defraudação, previsto e punível pelo Código Penal, e corrupção activa, prevista e punível pela Lei sobre a Criminalização das Infracções Subjacentes ao Branqueamento de Capitais”.

Neste mesmo caso, está igualmente detido, desde o dia 21 de Setembro deste ano, o antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, e vários administradores do CNC, órgão afecto ao Ministério dos Transportes, por suposta má gestão e alegado desvio de fundos.

 

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