No discurso sobre o Estado da Nação

PR admite que ainda há muito por fazer

O Presidente da República reconheceu esta terça-feira, no seu discurso sobre o Estado da Nação, que, apesar do seu empenho, nos dois anos iniciais de mandato, ainda há muito para fazer para satisfazer as necessidades da população.

PR admite que ainda há muito por fazer
Mário Mujetes
João Lourenço, Presidente da República

Embora tenha empenhado o melhor dos meus esforços na aplicação do programa de governação, estou consciente de que ainda muito há para realizar para satisfação das necessidades que o povo enfrenta.

Dirigindo-se aos deputados da Assembleia Nacional e aos angolanos, na abertura do ano parlamentar, o chefe do executivo fez um balanço dos seus dois anos de mandato, cumpridos em Setembro, destacando as melhorias alcançadas, mas também o que ainda falta fazer.

“Embora tenha empenhado o melhor dos meus esforços na aplicação do programa de governação, estou consciente de que ainda muito há para realizar para satisfação das necessidades que o povo enfrenta”, salientou o chefe de Estado.

João Lourenço, que foi interrompido e ovacionado pelos seus correligionários do MPLA por diversas vezes, vincou o seu empenho, nestes dois anos, na defesa do rigor e da transparência, na luta contra a corrupção e a impunidade, na adopção de medidas direcionadas para a revitalização da economia e no lançamento das bases para garantir o desenvolvimento sustentável do país. “Consideramos fundamental a implementação de um verdadeiro Estado de Direito e implementação de uma economia de mercado que consiga alterar, em termos definitivos, a estrutura económica de Angola”, maioritariamente assente no sector público e nas exportações de petróleo.

O estadista elencou as reformas que estão a ser implementadas em várias áreas, “com vista a fazer de Angola um destino privilegiado do investimento “, num discurso muito centrado na conjuntura económica e na pesada herança da dívida do país.

João Lourenço lembrou que a crise económica de Angola “não é de hoje”, tendo começado em 2014, e agudizou-se com a queda dos preços do petróleo e o elevado endividamento.

“Parte do nosso petróleo foi comprometido para honrar a dívida”, realçou o chefe do Estado, indicando que a despesa com o serviço da dívida representa 51% do total da despesa do Orçamento Geral do Estado em 2019.

 

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