Construção decorre até 2023

Concluída fase preliminar da refinaria de Cabinda

A fase preliminar de construção da Refinaria de Cabinda terminou em Maio último, com a conclusão da desminagem, limpeza e tratamento de 38 hectares do local onde está a ser implantada a infra-estrutura, cuja conclusão está prevista para 2023.

Concluída fase preliminar da refinaria de Cabinda
D.R

De acordo com uma nota de imprensa dos promotores do projecto, foram fechados o ‘layout’ e o estudo de engenharia, onde se inclui o design de uma unidade de destilação de 30 mil barris/dia de petróleo bruto, um tratamento de merox de querosene para Jet A1, tanques de armazenamento e infra-estruturas de apoio.

Entretanto, a Gemcorp, na qualidade de accionista e parceira da Sonaref no projecto, decidiu adicionar mais de 30 milhões de dólares ao investimento inicial (500 milhões de dólares) do projecto de construção da Refinaria de Cabinda, valor destinado a um sistema de pipeline e boias de amarração, para permitir a atracação de navios de grande porte junto da refinaria, visando abastecer o mercado interno e para exportação.

A Gemcorp assinou em Janeiro de 2020 um acordo com a Sonaref, empresa subsidiária da Sonangol, para a construção da refinaria na planície de Malembo, 30 quilómetros a Norte da cidade de Cabinda.

Fontes ligadas ao projecto admitem que o início formal da construção possa arrancar em Agosto próximo.

Se assim for, a primeira fase da construção poderá estar pronta até ao final de 2021 e a Refinaria de Cabinda arrancará com uma capacidade de refinação inicial de 30 mil barris/dia.

A segunda fase aumentará a capacidade de refinação para 60 mil barris/dia e permitirá a reformação da nafta obtida no processo de destilação em gasolina.

Na terceira fase passará também a produzir gasóleo/diesel, o que significa que no final de 2023 a Refinaria de Cabinda estará pronta para fornecer ao mercado nacional e regional gasolina, gasóleo/diesel, combustível para aviões e nafta, contribuindo decisivamente para o abastecimento do mercado doméstico e para a dinamização das exportações angolanas.

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