Encontro aconteceu hoje

João Lourenço avalia situação social com bispos da CEAST

O Presidente da República avaliou esta terça-feira, em Luanda, com os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) a cooperação com a igreja católica e a situação social em Angola.

João Lourenço avalia situação social com bispos da CEAST
D.R

Em audiência concedida a uma delegação de bispos da CEAST, chefiada pelo presidente e arcebispo de Luanda, Dom Filomeno Vieira Dias, o chefe de Estado falou, também, da situação económica do país.

No final do encontro, o porta-voz da CEAST, Dom Belarmino Chissengueti, disse, à imprensa, haver consciência das dificuldades sociais, agravadas com a queda do preço do principal produto de exportação, o petróleo, que exigirá muita austeridade e a compreensão de todos.

Informou terem sido abordadas as medidas para assegurar a ordem social e salvaguardar a reconciliação nacional, ante um contexto político e social que considerou de “muita delicadeza e de penúria”, que dura há mais de seis anos.

Resultados do repatriamento de capitais “em breve”

O religioso disse terem recebido garantias de que os resultados sobre o processo de repatriamento de capitais serão anunciados proximamente.   

Segundo Dom Belmiro Chissengueti, no encontro foi, também, realçada a necessidade da regulamentação do Acordo Quadro entre a Angola e a Santa Sé, em vigor desde 21 de Novembro passado.

Esclareceu que a regulamentação permitirá determinar o modo de implementação prática de actos como o registo religioso com efeito civil, a validação de diplomas de instituições eclesiásticas de ensino e da isenção fiscal sob doações.  

Dom Belmiro Chissengueti acredita que as obras de construção da basílica da Muxima se concretizem, apesar das limitações conjunturais e que possa contribuir para a promoção do turismo religioso e para a geração de emprego.

Os bispos da CEAST estiveram reunidos, até este domingo, na vila da Muxima, município da Quiçama, para analisar questões ligadas à protecção da família, ao combate à corrupção e ao repatriamento de capitais ilicitamente levados o exterior do país.

No comunicado final da primeira Assembleia Anual, a CEAST encorajou o Executivo a envolver, se necessário, as forças militares e militarizadas, autoridades tradicionais e movimentos de defesa do ambiente, na luta contra as queimadas, desflorestação, tráfico de madeira, garimpo ilegal de minérios e outros comportamentos nefastos à natureza e à economia.

 

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