Depois de dois meses de confinamento

Italianos voltam a sair à rua

Milhões de pessoas foram autorizadas a voltar hoje ao trabalho em Itália, com o início do fim do mais longo confinamento no país europeu que foi epicentro da pandemia e que regista mais mortes associadas à covid-19.

Italianos voltam a sair à rua
D.R

Depois de dois meses de rigoroso confinamento, 4,4 milhões de italianos foram autorizados hoje a regressar ao trabalho e a visitar familiares próximos, mas entre incerteza quanto às restrições que são levantadas nesta ”fase dois” do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Os sectores da construção e comércio grossista retomam a actividade e os restaurantes podem reabrir, mas apenas para serviço ‘takeway’, as crianças passam a poder brincar ao ar livre e as actividades desportivas individuais podem realizar-se a maior distância da residência.

Jardins e parques reabrem, mas permanecem fechados os parques infantis e proibidos os piqueniques.

Embora as concentrações e missas continuem proibidas, os italianos podem a partir de hoje visitar familiares em pequenos números e assistir a funerais até ao limite de 15 pessoas.

O pequeno comércio permanece encerrado, à excepção do que já anteriormente tinha sido autorizado a reabrir: supermercados, farmácias e parafarmácias, quiosques, livrarias, lojas de roupa de criança e lojas de jardinagem.

No domingo, pela sétima semana consecutiva, Itália manteve o decréscimo do número de mortes e de casos activos da doença.

“Muitas empresas e fábricas vão reabrir e haverá muito mais oportunidades de contágio, que só podemos evitar com um sentido de responsabilidade ainda maior”, advertiu o primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

Itália regista 28.884 mortos e mais de 210 mil casos, segundo números oficiais de domingo, sendo o país europeu com mais mortos e o segundo, depois de Espanha, com mais infecções.

 

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