PREÇOS COMEÇAM A PARTIR DE 50 KZ

Impulso à internet nas comunidades

Missão de um grupo de empresas é distribuir serviço de internet nas zonas urbanas e suburbanas em todo o território nacional a preço reduzido, com objectivo de promover a inclusão digital.

Impulso à internet nas comunidades
D.R

As empresas Muzolnet e Ndalauso estão a trabalhar, em conjunto, na distribuição de serviço de internet por antena em vários pontos do país. A primeira fase do projecto, avaliada em 6 milhões de kwanzas, estará concluída no próximo mês, vai abranger as zonas do Zango, Rocha Pinto, Mutamba e Samba.

Marcelino Muhongo, CEO da Muzolnet, explica que a intenção do projecto é “promover a inclusão digital num momento em que o serviço de internet é essencial na efectivação da política de estudo a distância e do teletrabalho”. No entanto, várias famílias não conseguem aceder ao serviço por os preços praticados pelas operadoras de telecomunicação são “bastante avultados”.

Para inverter o quadro, além de instalar internet em residências, empresas, escolas e universidades, vai instalar, nas comunidades, pontos de acesso à internet, conhecidas por wi-fi (banda larga), com capacidade de um raio de, pelo menos, 15 quilómetros. Cada usuário vai pagar 50 kwanzas por cada 30 minutos de uso da rede nas zonas públicas, enquanto o custo para os usuários que instalarem o serviço em casa vai rondar os 10 mil kwanzas, dependendo do nível de fluxo desejado.

O alargamento do projecto a quase todos os bairros de Luanda está avaliado em mais de 100 milhões de kwanzas, de acordo com a oscilação do preço do material no mercado. Para o efeito, tencionam firmar parcerias com outras instituições.

Depois do levantamento das restrições impostas pela pandemia do novocoronavírus, caso o quadro mude, ainda este ano, a implementação do projecto poderá seguir-se para o Huambo e, no próximo ano, às restantes 16 províncias.

Em Angola, mais de sete milhões de pessoas usam internet. Deste número, 62,7% dos usuários são de Luanda, segundo estudo realizado pela Marktest Angola, em 2019.