No Alto Zambeze, Moxico

Enfermeiros ausentes há mais de um ano vão ser expulsos

Pelo menos, 16 enfermeiros, dos 122 funcionários do Alto Zambenze, no Moxico, que se encontram ausentes do serviço há mais de um ano, correm o risco de ser demitidos a partir de Setembro, caso a situação continue.

Enfermeiros ausentes há mais de um ano vão ser expulsos
DR
Jacinto Caumba, responsável do hospital do Alto Zambeze

Em declarações  à Angop o chefe do gabinete municipal da saúde no Alto Zambeze, Jacinto Caumba Sandezi,  informou  que, no município, houve tentativa de contactos  com  os técnicos em causa, mas sem sucesso.

Explicou que o caso já é do domínio do gabinete provincial de tutela,  que orienta a proceder a todos os trâmites legais, para  permitir a tomada de medidas jurídicas e, consequentemente, a expulsão.

O responsável apontou que, neste momento, o hospital do Alto Zambeze conta com 15 enfermeiros e três médicos especializados em medicina geral, número considerado  “ínfimo”, face à procura que se regista na região.  

 A escassez de  fármacos, sobretudo,  nos centros e postos de saúde,  a falta de reabilitação e ampliação do hospital municipal para o aumento da  capacidade de internamento de 45 para 100 camas, são outras das dificuldades apresentadas pelo responsável.

Para melhor funcionamento das 17 unidades  sanitárias  existentes, a municipalidade precisa de 240 enfermeiros, 12 médicos especializados em ginecologia, obstetrícia, oftalmologia, pediatria, bem como a construção de seis novos centros sanitários.     

A malária, doenças respiratórias agudas e diarreicas, que afectam, na maioria, crianças dos zero aos 14 anos, foram apontadas como as patologias mais frequentes na província.

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