Retidos desde o início da pandemia

Angolanos na África do Sul solicitam repatriamento

Mais 600 angolanos retidos na África do Sul desde o início da pandemia da covid-19, em Março último, lançaram, nesta quarta-feira, um grito de socorro as autoridades angolanas, para facilitar o regresso ao país.

Angolanos na África do Sul solicitam repatriamento
D.R
Angolanos na África do Sul estão a passar por dificuldades.

A África do Sul está a observar o Nível de Alerta 3 do recolhimento, mas devido o elevado índice de infecções mantém encerradas todas as fronteiras do país.

Os angolanos manifestaram o desejo de retornar a casa, fizeram o seu registo na embaixada angolana em Pretoria, com destaque para os estudantes, doentes e outros, que por que por vários motivos se deslocaram a este país e acabaram confinados por força da pandemia.

A solicitação foi feita directamente a embaixadora de Angola, Filomena Telo Lobão Delgado, durante um encontro que decorreu nas instalações da Missão Diplomática em Pretoria.

Durante o encontro, os diplomatas ouviram as principais preocupações dos cidadãos, que têm enfrentado inúmeros problemas devido a falta de meios financeiros, que os impede de responder aos compromissos assumidos em território sul-africano.

Da lista de dificuldades expostas, destaca-se a carência alimentar, não pagamento das rendas de casa, bloqueio das contas bancárias por caducidade dos vistos.

Em resposta, a embaixadora  Filomena Delgado disse ter tirado boa nota das preocupações apresentadas e que iria accionar os mecanismos junto dos ministérios das Relações Exteriores, da Saúde e da Comissão Multisectorial para à covid-19.

A diplomata disse que as instituições referenciadas têm consciência da situação dos angolanos na África do Sul e no momento oportuno poderão definir os critérios, métodos e formas de regresso ao país.

A África do Sul está a observar o Nível de Alerta 3 do recolhimento, mas devido o elevado índice de infecções mantém encerradas todas as fronteiras do país.

Apenas são autorizados voos humanitários, de repatriamento e para questões de saúde, desde que devidamente justificadas.

Até à presente data não existem casos de angolanos infectados pelo coronavírus neste país.

Dados estatísticos apontam para um total de 76.334 infectados, com um saldo de 1.625 mortos e 42.062 pessoas recuperadas.

O país tem um balanço de 1.172,513 de testes realizados.

 

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