Em Luanda, Kwanza-Norte, Zaire, Cabinda e Uíge

Angola regista 1.370 casos de cólera

Em Angola, sobretudo em Luanda, foram registados 80 casos suspeitos de cólera, resultando na morte de sete pessoas. A Direcção Nacional de Saúde Pública registou, de Janeiro a Julho, 1.370 casos de cólera e que resultaram na morte de 27 pessoas.

Angola regista 1.370 casos de cólera

Nas últimas semanas, foram registados, só em Luanda, 80 casos suspeitos de cólera, tendo já provocado sete mortes. A Direcção Nacional de Saúde Pública registou, de Janeiro a Julho, 1.370 casos que fizeram mais de 20 mortes em, Cabinda, Zaire, Uíge, Kwanza-Norte e Luanda, revelou a directora nacional de Saúde Pública, Isilda Neves, que participou numa campanha contra a cólera e a malária, na comuna da Funda, em Cacuaco, promovida pela Rede Ambiental Maiombe.
As populações da Funda, que solicitam mais postos de saúde, receberam barras de sabão e lixívia, produtos distribuídos porta a porta pelos governantes e membros das diversas associações filiadas na rede. O secretário-geral da Rede Ambiental Maiombe, Januário Augusto, promete fazer mais campanhas de sensibilização noutras comunidades das diversas províncias, sobretudo nas que registaram casos de cólera. “Estamos a trabalhar na prevenção e educação ambiental, por isso devemos estar junto das comunidades”, destacou.
O secretário de Estado para a Saúde Pública, José Cunha, aponta o deficiente saneamento e o fraco fornecimento de água potável como principais factores para o evoluir da doença.  “Esses dois factores são propícios ao surgimento de uma série de doenças como a cólera, malária, febre-amarela e outras”. A organização poderá, nos próximos dias, criar equipas para ensinar a fabricar sabão artesanal e a construir latrinas.
Para evitar a propagação da cólera, o responsável aconselha a população a observar as medidas de prevenção, que incluem a higiene pessoal e colectiva. Lavar as mãos com água e sabão, antes e depois de fazer qualquer refeição ou depois de usar a casa de banho, utilizar a lixívia como desinfectante da água, cinco gotas por cada litro de água e não defecar ao ar livre são algumas medidas que podem evitar a propagação da cólera. “Se essa mensagem sobre os cuidados primários for acatada pelas famílias, no período de chuva não teremos tantos casos, como aconteceu no Uíge”, prevê o secretário de Estado.
O surto de cólera começou a ser registado em Angola desde Dezembro de 2017, inicialmente no Uíge, que registou 640 casos, 12 dos quais resultaram em mortes de acordo com dados do Ministério da Saúde. O Governo considera controlada a epidemia.

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