Com insuficiência renal

Angola oferece tratamento a 1.500 doentes

A ministra da Saúde disse nesta segunda-feira que a insuficiência renal é um problema de saúde pública em Angola, marcado por um número crescente de pacientes, estimado até este mês em cerca de 1.500 pacientes em todo país.

Angola oferece tratamento a 1.500 doentes
D.R

Sílvia Lutucuta, que discursava na cerimónia de inauguração do maior centro de hemodiálise de Angola, em Luanda, disse que o impacto da doença na sociedade começa a ser significativo.

A governante disse que a hipertensão arterial é apontada como a primeira causa da insuficiência renal crónica em Angola, seguida de diabetes, e como causa da insuficiência renal aguda, uropatia obstrutiva e a malária.

Segundo Sílvia Lutucuta, a mudança do padrão epidemiológico que se assiste no país é causada fundamentalmente pela alteração do estilo de vida, que leva ao aumento da incidência de doenças crónicas não transmissíveis, das quais destaca-se a insuficiência renal, que pela sua dimensão tem provocado um impacto negativo na vida das pessoas e constitui uma subcarga crescente para a economia do país e particularmente para os serviços hospitalares e sociais.

"São também relevantes como fatores de risco mais frequentes no nosso país, para além da diabetes, hipertensão arterial, os erros alimentares, a obesidade, o sedentarismo, o consumo de tabaco e álcool, que também potenciam o risco de desenvolver a doença renal", frisou.

A titular da pasta salientou que a questão da insuficiência renal reveste-se de particular importância, requerendo esforços e apresentando desafios na sua abordagem, que deverá estar assente na melhoria de prestação de cuidados de saúde multidisciplinares aos doentes, na cooperação entre setores, na estratificação de risco da população e na melhoria da comunicação entre doentes e prestadores de saúde.

De acordo com a ministra, a hemodiálise é um desafio nacional com elevados custos financeiros para o Estado, nesse sentido, está a ser implementado um programa de centros públicos e regionais, baseado na eficiência técnica e na melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde e satisfação dos doentes, e, por outro lado, não menos importante, a redução e custos.

O novo centro tem uma capacidade instalada de 70 máquinas e 189 profissionais, que vão funcionar em três turnos por dia, para atender 420 doentes, prevendo-se a curto prazo o aumento de mais um turno, que permitirá estender o atendimento até 560 pacientes.

Por esta altura, existe já uma capacidade máxima a nível nacional para dialisar no sector público 1.232 doentes, das quais 888 em Luanda, com a inauguração do novo centro.

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