Medicamentos ainda não são subvencionados

Metade dos hipertensos em Angola não faz tratamento

Metade dos hipertensos em Angola não faz tratamento
D.R.
O país conta apenas com cerca de 100 cardiologistas.
Carlos Aberto Pinto de Sousa

Carlos Aberto Pinto de SousaBastonário da Ordem dos Médicos de Angola

É evidente que o número [de cardiologistas] é ainda insuficiente. A cardiologia tem uma palavra dizer no âmbito das doenças crónicas não transmissíveis, nomeadamente a hipertensão e as doenças cardiovasculares.

Perto de 20 por cento da população adulta do país é hipertensa e, segundo estimativa da Sociedade Angolana de Doenças Cardiovasculares, mais de metade desses doentes não faz tratamento.

Os dados foram revelados por especialistas do sector à margem da cerimónia de abertura do 4.º Congresso Angolano de Hipertensão e Cardiologia, que arrancou na quinta-feira, em Luanda, e que decorre até sábado, sob o lema ‘Cardiologia Interdisciplinar, Unidos pelo Coração’.

O presidente da Sociedade Angolana de Doenças Cardiovasculares, Mário Fernandes, sublinhou que a inexistência de uma subvenção dos medicamentos para o doente hipertenso “dificulta em grande medida” a vida do paciente.

"Temos dados que apontam para 20 por cento da população adulta no nosso país e que mais de 50 por cento nem sequer está controlada ou tratada. O preço dos medicamentos não é ainda subvencionado no nosso país, o que torna o tratamento do doente hipertenso muito oneroso", disse.

Por seu lado, o bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, Carlos Alberto Pinto de Sousa, avançou que o país conta apenas com cerca de 100 médicos cardiologistas, entre angolanos e expatriados, número "insuficiente" para responder à necessidade do país.

"É evidente que o número é ainda insuficiente. A cardiologia tem uma palavra dizer no âmbito das doenças crónicas não transmissíveis, nomeadamente a hipertensão e as doenças cardiovasculares", sublinhou.

O congresso decorre na Escola Nacional da Administração (ENAD), em Luanda, e conta com a participação de vários especialistas nacionais e estrangeiros.

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