Google deixará de vender componentes e ‘software’ da marca

Huawei garante que vai continuar a actualizar equipamentos

O gigante tecnológico Huawei assegurou esta segunda-feira ter feito “contribuições substanciais” para o desenvolvimento do sistema operativo Android, garantindo que continuará a disponibilizar actualizações de segurança e serviços pós-venda a todos os seus equipamentos.

Huawei garante que vai continuar a actualizar equipamentos
D.R.

Depois do dia 19 de Agosto, as sanções impostas pelos Estados Unidos, que determinam que as empresas norte-americanas não podem vender ‘hardware’ e ‘software’ à Huawei, entram em vigor.

“A Huawei fez contribuições substanciais para o desenvolvimento e crescimento do Android. Como um dos seus parceiros-chave globais, trabalhámos estreitamente com a sua plataforma de código aberto para desenvolver um ecossistema que beneficiou tanto os utilizadores como a indústria”, refere a empresa chinesa num comunicado emitido após ter sido divulgado que a Google deixará de vender componentes e ‘software’ da marca.

A Huawei informa que continuará a fornecer actualizações e serviços pós-venda a todos os seus equipamentos, tanto “aos que já foram vendidos, como aos que ainda estão em armazém”.

A tomada de posição da Google acontece poucos dias depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter declarado “emergência nacional” e proibido empresas norte-americanas de usarem equipamentos de telecomunicações de congéneres estrangeiras consideradas de risco, por poderem aproveitar vulnerabilidades nos serviços e infra-estruturas do país para espionagem ou sabotagem.

EUA dão 90 dias de transição

A administração dos Estados Unidos prometeu que vai permitir que, durante os próximos três meses, a Huawei possa actualizar componentes e programas informáticos norte-americanos nos aparelhos que já tenham sido vendidos. Depois do dia 19 de Agosto, as sanções impostas pelos Estados Unidos, que determinam que as empresas norte-americanas não podem vender ‘hardware’ e ‘software’ à Huawei, entram em vigor. O fundador da empresa alertou que os Estados Unidos estão a subestimar a força do gigante tecnológico chinês e que é inevitável que haja conflito para chegar ao “topo do mundo”.

“A equipa política americana, pela maneira actual de fazer as coisas, mostra que subestima a nossa força”, disse Ren Zhengfei, fundador da Huawei, como resposta ao bloqueio das empresas norte-americanas à marca. Numa entrevista à estação estatal chinesa CCTV, esta terça-feira, Zhengfei garantiu que as sanções não vão comprometer o desenvolvimento da rede 5G. “A 5G da Huawei não será afectada” prometeu Zhengfei, acrescentando que “nem daqui a dois ou três anos” outras empresas vão conseguir competir com a gigante chinesa no que diz respeito à quinta geração móvel.

Depois de Estados Unidos terem colocado a Huawei numa lista negra, a Google anunciou que ia suspender os negócios com a empresa chinesa e as fabricantes de chips Intel, Qualcomm, Xilinx e Broadcom anunciaram também a suspensão de entregas à Huawei. Este período transitório de 90 dias, que pode ser aproveitado pela Huawei e os seus parceiros comerciais para se adaptarem e parece querer acalmar a tensão com os chineses.

 

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