Greves e portões fechados

Clubes com a ‘corda na garganta’

Clubes com a    ‘corda na garganta’

O presidente do Progresso do Sambizanga, Paixão Júnior, entregou, à disposição aos membros da comissão sindical dos trabalhadores, dois mini-autocarros de marca Hyundai Coaster para fazerem serviço de táxis. Mesmo assim, Carlos Hossi, porta da referida comissão, em declarações ao NG, insiste que “as coisas não estão bem”, prometendo fechar novamente os portões do clube. “Estamos saturados com a situação”, reforça.

Carlos Hossi duvida que o serviço de táxis consiga cobrir as necessidades de cerca de 150 funcionários administrativos que o clube dispõe e lembra que cada um deles precisa de pagar rendas de casa e propinas e de comprar materiais escolares e alimentos. Os dois miniautocarros fazem rota São Paulo-Cacuaco e vice-versa.

O coordenador de xadrez e da cooperativa de táxis, Custódio Azevedo, reconhece que não é uma solução, mas que “minimiza e divide o mal”. Há 28 anos no clube, o funcionário e os demais continuam à espera que se cumpra as promessas da direcção para que se resolva a situação o mais rápido possível. 

Os funcionários do clube já fizeram greve e os atletas da equipa principal de futebol só não paralisaram, porque têm recebido prémios de jogos.

Carlos Hossi voltou a recordar as promessas da direcção, feitas em Setembro, de que pagaria os salários dos funcionários em Novembro, o que não veio acontecer. Os representantes dos trabalhadores voltaram a encerrar portões e ninguém entra e sai, excepto os professores e os alunos do complexo escolar. Fundado, em 1975, o Progresso do Sambizanga movimenta futebol, basquetebol, andebol, voleibol, atletismo e xadrez.

 


ASA em aflição 

O ASA também vive uma situação semelhante que se vai arrastando. Os atletas reclamam o pagamento de oito meses de salários. Não é a primeira vez que o clube vive problemas financeiros. Em 2017, os futebolistas entraram em greve por salários e prémios de jogo em atraso, o que terá contribuído para a descida do escalão maior do futebol nacional, onde regressou nesta época.

Com o fim da primeira volta campeonato, o presidente do clube, Adriano Agostinho, promete tentar convencer os patrocinadores a injectar dinheiro nas contas do clube fundado em 1953 para sustentar futebol, xadrez, basquetebol e andebol feminino.

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