Para promover a emancipação económica do continente

Zona de comércio livre africana ganha força

A Comissão Económica das Nações Unidas e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estão a promover activamente o tratado que estabelece o comércio livre em África, assinado pelos países lusófonos e já validado, avançou o ‘Macau Hub’.

Zona de comércio livre africana ganha força
D.R.
Lusófonos assinaram o tratado, mas ainda não o ratificaram.
António Pedro

António PedroDirector regional da ECA para a África Central

Em Angola, a iniciativa da UA vai catalisar a criação de indústrias nacionais, com a criação de cadeias de valor, como parte do contexto regional e continental.

 

O acordo, que pretende promover a emancipação económica do continente, foi ratificado por mais de 22 países até 30 de Maio, condição legal para sua validação, e será lançado oficialmente no final de Julho, na cimeira da União Africana em Niamey, no Níger, pelos países que o ratificaram.

Os países signatários da African Continental Free Area (AfCFTA) concordaram em eliminar as tarifas, quotas e preferências sobre bens comercializados, num mercado estimado em 1,2 mil milhões de pessoas, em rápido crescimento.

No caso dos países lusófonos, estes assinaram o tratado, mas os parlamentos nacionais ainda não o ratificaram, o que leva a Comissão Económica da ONU para África (ECA) a promover activamente a conclusão do processo, segundo revelou o director regional da ECA para a África Central, António Pedro, em declarações à ONU News.

Segundo Pedro, a ECA está em contactos com as autoridades de São Tomé e Príncipe, Angola e Cabo Verde, para que os países também se preparem para a transição.

“É preciso fazer esses estudos, diagnósticos, país por país, para se identificar quais são as suas vantagens comparativas e criar, portanto, a estratégia em volta disso. É o que estamos a fazer para todos os países, incluindo (…) Angola e Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”, adiantou o responsável da ECA.

Em Angola, disse, a iniciativa da UA vai catalisar a criação de indústrias nacionais, com a criação de cadeias de valor, como parte do contexto regional e continental.

“Os países têm de determinar já qual é a lista de produtos que vão ficar fora do esquema de isenção que está no corpo da zona livre. 10 por centodos produtos, dos quais sete por cento podem ser da lista protegida e três por cento completamente excluídas, durante um certo tempo poderão beneficiar de protecção. E é sobre esses 10 por cento da lista de produtos sensíveis e excluídos que muitos países querem formular as suas políticas de industrialização”, adiantou Pedro.

 

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