Ibrahim Boubacar Keita apresentou demissão hoje

União Africana condena detenção de presidente maliano

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, condenou “energicamente”, a detenção, terça-feira, do presidente maliano, Ibrahim Boubacar Kéita e do seu primeiro-ministro Boubou Cissé pelos soldados que perpetraram um golpe de Estado, noticiou a PANA.

União Africana condena detenção de presidente maliano
D.R
Ibrahim Boubacar Keita, presidente do Mali.

“Condeno energicamente a detenção do presidente Ibrahim Boubacar Kéita, do primeiro-ministro Boubou Cissé e outros membros do governo maliano e apelo para a sua libertação imediata.

“Exorto a CEDEAO, as Nações Unidas e toda a comunidade internacional a conjugar eficazmente os seus esforços para se opor a qualquer recurso à força para a saída da crise política no Mali”, escreveu Mahamat na sua conta Twitter.

O presidente maliano foi detido por soldados nesta terça-feira no final do dia em Bamako, no culminar de uma rebelião iniciada no mesmo dia de manhã no país.

Segundo uma fonte diplomática, em Bamako, Kéita foi detido pelos soldados na sua residência, juntamente com o primeiro-ministro Boubou Cissé e o seu filho, o deputado Karim Kéita.

França « condenou com a maior firmeza » a rebelião e reafirmou o seu compromisso pleno com a soberania e à democracia malianas”, lê-se numa declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros divulgado terça-feira.

A declaração sublinha que França « partilha plenamente a posição expressa pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)” que condenou igualmente esta situação antes de apelar “ para a manutenção da ordem constitucional e exorta os soldados a voltar aos seus quartéis”.

Ibrahim Boubacar Keita, no poder desde 2013, anunciou hoje a demissão e a de todo o governo, numa declaração transmitida pela televisão nacional, após ter sido deposto por um golpe militar, horas antes.

Keita, que tinha sido detido na companhia do primeiro-ministro Boubou Cissé no final da tarde de terça-feira e levado para o acampamento militar onde se iniciou um motim no início do dia, surgiu por volta da meia-noite na televisão pública ORTM, usando máscara.

Na declaração, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP), disse que tinha trabalhado desde a sua eleição, em 2013, para dar a volta ao país e “dar corpo e vida” ao exército maliano, que enfrenta a violência ‘jihadista’ há anos.

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