Funcionários exigem aumento salarial na ordem dos 200 por cento

Trabalhadores da EPAL ameaçam greve para 28 deste mês

Trabalhadores da EPAL ameaçam greve para 28 deste mês
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É a 2.ª greve na história da empresa

Consta das exigências, além da questão salarial, aumento do subsídio de alimentação e transporte, de 22 mil kwanzas para 44 mil kwanzas, respectivamente, exigência do seguro de saúde para os trabalhadores e os membros do seu agregado familiar.

Os trabalhadores da Empresa Provincial de Água de Luanda (Epal) ameaçaram, nesta terça-feira, paralisar a actividade a partir do dia 28 deste mês.

O anúncio foi feito pelo primeiro secretário da Comissão Sindical da Epal filiados à Central Geral Sindicatos Independentes de Angola CGSILA, António Martins, que disse estarem salvaguardados os serviços mínimos.

Em causa está a não satisfação, pela entidade empregadora, das exigências de melhoria de condições de trabalho e de um aumento salarial na ordem de 200 por cento.

De acordo António Martins, o caderno reivindicativo, apresentado à direcção da empresa a 29 de Janeiro último, contempla 36 pontos.

Consta das exigências, além da questão salarial, aumento do subsídio de alimentação e transporte, de 22 mil kwanzas para 44 mil kwanzas, respectivamente, exigência do seguro de saúde para os trabalhadores e os membros do seu agregado familiar.

Exigem ainda o pagamento do décimo quarto salário (correspondente ao básico), assim como a promoção dos trabalhadores em três categorias simultaneamente.

Por sua vez, o director do Gabinete Jurídico da Epal, Ivan Tidiane, ao falar hoje à imprensa sobre o posicionamento da empresa, considerou ilegal a convocação da greve.

Justificou a posição com o facto de menos da metade de um terço 1.706 trabalhadores terem comparecido à assembleia-geral de trabalhadores para decretar a greve.

A greve, segunda na história da empresa depois de 2011, será por tempo indeterminado.

A Epal conta com 14 estações de tratamento de água e 27 centros de distribuição de água.

 

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