Golfo Pérsico

Rússia propõe sistema de segurança

A Rússia propôs à ONU a criação de um “sistema de segurança” para o Golfo Pérsico, para o qual sugere uma aliança única antiterrorista, disse, na quinta-feira, aos jornalistas um diplomata russo.

Rússia propõe sistema de segurança
D.R.

A longo prazo, a PGSCO deverá envolver os Estados do Golfo Pérsico, a Rússia, China, Estados Unidos, União Europeia, Índia e outros observadores ou membros associados.

O responsável interino da missão da Rússia junto da ONU, Dmitri Polyanskiy, defendeu esta quinta-feira em conferência de imprensa a criação de um sistema de segurança internacional na região do Médio Oriente, que tem como objectivo de longo prazo a criação de uma Organização de Segurança e Cooperação Internacional para o Golfo Pérsico (PGSCO, na sigla em inglês).

A longo prazo, a PGSCO deverá envolver os Estados do Golfo Pérsico, a Rússia, China, Estados Unidos, União Europeia, Índia e outros observadores ou membros associados.

Dmitri Polyanskiy disse que a proposta já foi apresentada ao Conselho de Segurança da ONU e “tem sido positivamente recebida” pelos Estados-membros.

Sublinhando que esta é uma fase inicial e que é preciso dar tempo aos parceiros internacionais, o diplomata russo disse que o projeto ainda não enfrentou nenhuma crítica, porque “seria difícil criticar estas propostas”, baseadas na paz e cooperação internacional.

O documento de quatro páginas, a que a Lusa teve acesso, indica que o sistema de segurança deverá ser estabelecido através de uma conferência internacional, organizada por um grupo de acção.

Como “problemas mais relevantes e urgentes” para a definição do sistema de segurança no Golfo, a Rússia identifica o combate ao terrorismo, a estabilização das crises no Iraque, Iémen e Síria e aplicação de todos os acordos constituídos no âmbito do programa nuclear iraniano.

Trata-se de uma proposta inicial para um plano de acção a longo prazo, que virá a consistir em acordos multilaterais e no esforço internacional, em conjunto com as autoridades locais, para medidas de segurança mútua, eliminação da ameaça terrorista e para dar assistência humanitária.

O documento defende a “renúncia ao destacamento permanente de tropas por Estados extra-regionais” nos territórios dos países do Golfo Pérsico e medidas de controlo de armas, por exemplo a “estabilização de zonas desmilitarizadas” e “proibição de acumulação desestabilizadora de armas convencionais, incluindo armas de defesa antimíssil”.

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