Guiné-Bissau

Presidente da associação de exportadores de caju prevê “ano difícil”

O presidente da Associação de Exportadores da Guiné-Bissau, Mamadu Djamanca, previu hoje "um ano difícil" para a presente campanha de comercialização do caju, principal produto agrícola do país, devido aos problemas criados pela pandemia do novo coronavírus.

Presidente da associação de exportadores de caju prevê “ano difícil”
D.R

Mamadu Djamanca explicou que a campanha de apanha, compra e venda no produtor, escoamento e exportação do produto para o exterior, começou tardiamente e vai reflectir-se no resultado final da safra.

Como consequência imediata, o responsável afirmou que quando a campanha foi aberta pelo governo em Maio, "os agricultores estavam em confinamento" daí que não puderam iniciar logo a apanha do caju o que fez com que haja um decréscimo na colheita.

Mamadu Djamanca indicou que devido à situação estão, neste momento, em processo de exportação cerca de 75 mil toneladas da castanha do caju, enquanto 90 mil toneladas aguardam nos armazéns no interior da Guiné-Bissau para serem transportadas para Bissau.

No período homólogo, do ano passado, o país já tinha exportado cerca de 100 mil toneladas da castanha, notou Djamanca.

O presidente da associação de exportadores e importadores da Guiné-Bissau disse ainda que apesar de o Governo ter mobilizado 22,9 milhões de euros para ajudar no financiamento da campanha do caju, a estratégia não foi bem executada de forma a permitir melhores ganhos aos intervenientes no sector.

A associação não concordou com as condições impostas pelos bancos comerciais aos quais o Governo entregou a gestão do dinheiro e citou os apoios directos que Cabo Verde e Portugal deram aos operadores económicos para os ajudar a fazer face aos problemas provocados pela covid-19.