Na Huíla

Pelo menos 30 mortos em exploração ilegal de ouro

O garimpo de ouro nos municípios da Jamba e Chipindo, na Huíla, já causou a morte de pelo menos 30 pessoas, em consequência de desmoronamentos de terra, informou ontem, no Lubango, o porta-voz do comando da Operação Transparência, António Bernardo.

Pelo menos 30 mortos em exploração ilegal de ouro
D.R.

Sem estabelecer um período exacto em que sucederam os outros incidentes, António Bernardo avançou que a corrida pelo ouro, no Chipindo, com uma população estimada em 70.936 habitantes, teve início em 2014, com a prospecção do minério.

Segundo o porta-voz, só na Jamba, havia informações de que estavam mais de mil garimpeiros, mas hoje a circunscrição já não verifica esta situação de exploração ilegal, diferente do Chipindo, onde a Polícia Nacional (PN) opera e está a reduzir os focos existentes.

“Nós estamos focados na protecção dos minerais estratégicos do país e no combate à emigração ilegal, mas este combate não depende só da PN, mas implica o envolvimento de outros sectores.

De acordo ainda com o responsável da PN, a Huíla é a sede regional do comando dessa operação na região, onde começam também a tratar de questões ligadas ao Cunene e ao Namibe, sendo que nestas províncias serão instalados postos comandos auxiliares.

A província tem 14 municípios, 52 comunas e conta com uma população estimada em cerca de dois milhões, 906.791 habitantes.

 

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