Tecnologia

Nova 'app' pode diagnosticar lesões renais em minutos

Uma aplicação desenvolvida por um hospital britânico, em parceria com um empresa de tecnologia, permite aos médicos e enfermeiros receber nos telemóveis o diagnóstico de lesões renais agudas. Este processo, que antigamente demorava várias horas, acontece em menos de 15 minutos.

Nova
D.R.

Dados de 12 mil avisos de lesões renais agudas enviados pelo novo sistema foram avaliados na University College London, e publicados na revista Nature Digital Medicine.

A lesão renal aguda é causada por condições de saúde graves, incluindo a sepsis. A doença é bastante comum em pacientes mais velhos e, se não for tratada rapidamente, pode estender-se a outros órgãos. No Reino Unido, é responsável por cerca de 100 mil mortes anuais. Agora, uma nova aplicação, descrita como um “potencial salva-vidas”, será capaz de fazer o diagnóstico em apenas alguns minutos.

Este novo sistema, conhecido como Streams, foi desenvolvido pelo hospital Royal Free Hospital de Londres, em parceria com a empresa de tecnologia DeepMind. A app envia os resultados, juntamente com outros indicadores sanguíneos que podem ajudar no tratamento, diretamente aos médicos, e na forma de gráficos para facilitar a leitura.

Durante os primeiros testes, médicos e enfermeiras receberam avisos, através da aplicação para smartphones, cada vez que as análises ao sangue dos pacientes indicavam a presença da doença. Em média, o diagnóstico demorou apenas 14 minutos, um processo que antigamente demoraria horas.

“É uma grande mudança poder receber alertas sobre os pacientes em qualquer parte do hospital”, explicou Mary Emerson, uma das enfermeiras que participou nos testes. “A assistência médica é móvel e em tempo real, e este é o primeiro dispositivo que me permitiu ver os resultados dessa forma” e “se encaixa com a maneira como trabalhamos”, acrescenta.

Dados de 12 mil avisos de lesões renais agudas enviados pelo novo sistema foram avaliados na University College London, e publicados na revista Nature Digital Medicine. Estas conclusões mostram que ainda não houve "nenhuma mudança" nas taxas de recuperação dos pacientes, mas houve "melhoria significativa" na velocidade de diagnóstico.

"Precisamos de reunir muito mais informações sobre esta tecnologia e precisamos olhar para ela por um período de tempo mais longo", considera Sally Hamour médica especializada em doenças renais. "Mas a informação chega à equipa certa muito rapidamente, e depois podemos pôr em prática medidas para tentar deixar o doente mais seguro e inverter o impacto [da doença] na sua função renal", disse ainda.

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