Avaliado em 80 milhões de dólares

Navio ‘Baía Farta’ já está em Angola

O Ministério das Pescas e do Mar recebeu, esta segunda-feira, da empresa Damen, o navio de investigação científica ‘Baía Farta’, que esteve em construção na Roménia.

Navio ‘Baía Farta’ já está em Angola
DR
Após a conclusão na Roménia, o meio foi testado no mar negro
Maria Antonieta Baptista

Maria Antonieta Baptistaministra das Pescas e do Mar

Sempre que houver problemas de determinado peixe, que manifeste uma determinada doença, têm de se saber as coordenadas para colher a amostra e fazer a análise da poluição, detectar quando se está a formar um vulcão, pode apoiar os serviços de meteorologia, de entre outras valências.

O certificado de entrega foi assinado pelo director do gabinete jurídico do Ministério das Pescas, Adalberto Miguel, e pelo director de serviços Damen, Patrick Kamerman, numa cerimónia testemunhada pela ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista.

A construção do navio ficou avaliada à volta de 80 milhões de dólares.

Para Maria Antonieta Baptista, o sector está a receber a responsabilidade do terceiro navio do género no mundo, em termos de tecnologia e sofisticação e o primeiro do género em África.

Segundo a ministra, o navio vai custar muito para a manutenção, obrigar a boas iniciativas para o tornar auto-sustentável, por “ser muito útil não só para Angola, mas para África e para o mundo”.

A ministra referiu que a atenção dos especialistas nacionais e estrangeiros contratados permitiu descobrir 29 inconformidades, na sua maioria já corrigidas e sete por corrigir durante as provas do mar e cinco ao longo do funcionamento, uma vez que o primeiro ano tem garantia por parte da empresa.

O lançamento ao mar para as primeiras investigações, segundo a ministra, deve ter início em finais de Agosto, sendo que, para já, o projecto será submetido ao Presidente da República.

“Sempre que houver problemas de determinado peixe, que manifeste uma determinada doença, têm de se saber as coordenadas para colher a amostra e fazer a análise da poluição, detectar quando se está a formar um vulcão, pode apoiar os serviços de meteorologia, de entre outras valências”, disse.  

Nesta altura, trabalha com uma equipa estrangeira que faz parte do contrato, em função das garantias, mas assegurou que a tripulação angolana já está a ser preparada.

Por seu turno, o director de serviços da empresa Damen, Patrick Kamerman, considerou ser uma honra ter sido seleccionada para construir um navio tão sofisticado e tecnicamente avançado.

“Hoje é um dia importante para o ‘Baía Farta’ e, apesar de ser magnífico, é apenas o início, nos anos vindouros, terá de colaborar arduamente para atingir os objectivos estabelecidos”, frisou.

Garantiu que a empresa deverá assegurar a manutenção e apoio técnico nesta fase para manter o navio funcional, uma vez que, parado, todos os dias, é capaz de gastar 2.500 litros de combustível.

A embarcação vai realizar trabalhos de pesquisa para permitir conhecer as diversidades de recursos marinhos, o ecossistema da costa angolana e pesca.

Após a conclusão na Roménia, o meio foi testado no mar negro a uma profundidade de 2.212 metros, bem como a mais de cinco mil metros de profundidade no Oceano Atlântico durante a vinda para Angola.

Com 74 metros de comprimento, o navio ‘Baía Farta’ dispõe de uma sala acústica, quatro laboratórios, um ginásio, camarotes duplos, cozinha, área de serviço com 15 monitores de comando e três computadores para o comando do Sonar (aparelho electrónico utilizado geralmente na navegação naval para medir a distância entre a superfície da água e o fundo marinho), cada um dos quais desenvolve trabalhos diferentes.

 

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