PGR já foi notificada

Julgamento de burla de 50 mil milhões USD ao Estado arranca amanhã

Julgamento de burla de 50 mil milhões USD ao Estado arranca amanhã
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Processo já saiu da responsabilidade da PGR

O julgamento do caso conhecido por ‘burla tailandesa’, uma tentativa de burlar o Estado em 50 mil milhões de dólares, começa amanhã, quinta-feira, 17, em Luanda, segundo fonte da Procuradoria-Geral da República.

A informação foi avançada, esta semana, pela procuradora-geral adjunta da República junto da Câmara Criminal do Tribunal Supremo, Maria Teresa Manuela, quando esclarecia novas informações sobre o processo divulgadas pela imprensa e em redes sociais, na última semana.

A magistrada lembrou que o processo já saiu da responsabilidade da PGR, salientando que já este organismo já foi notificado pelo Tribunal Supremo do início do julgamento previsto para 17 de Janeiro.

Em Setembro do ano passado, o Tribunal Supremo dava conta, em comunicado de imprensa, que aplicou a prisão preventiva a oito dos arguidos envolvidos no processo, que remonta ao ano de 2017.

A dois outros arguidos foi aplicada a medida de coação de prisão domiciliária, tendo num despacho de pronúncia ilibado o antigo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas Geraldo Sachipengo Nunda, arquivando o processo.

Dos oito arguidos que se encontram em prisão preventiva, quatro são tailandeses, Raveeroj Ritchchoteanan, 50 anos, e considerado o mentor da tentativa de burla, Monthita Pribwai, 28 anos, Manin Wantchanon, 25 anos, e Theera Buanpeng, 29 anos, bem como André Louis Roy, canadiano de 65 anos, e Million Isaac Haile, eritreu de 29 anos.

Com a mesma medida de coação encontram-se os arguidos Celeste de Brito António e Christian Albano de Lemos, ambos angolanos.

Em prisão domiciliária estão Ernesto Manuel Norberto Garcia, 51 anos, ex-director da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP) e antigo secretário para a Informação do MPLA e José Arsénio Manuel, general das FAA, 62 anos.

Os arguidos foram pronunciados pela prática dos crimes de associação criminosa, fabrico e falsificação de títulos de crédito, falsificação de documentos e uso de documentos falsos, burla por defraudação na forma frustrada, promoção e auxílio à imigração ilegal e tráfico de influência.

 

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