Reintegração pode acontecer até 2022

IRSEM precisa de 39 mil milhões AKZ para reintegrar ex-militares

IRSEM precisa de 39 mil milhões AKZ para reintegrar ex-militares
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Domingos Tchikanha, director-geral do IRSM

Domingos TchikanhaDiretor-geral do IRSM

Para reintegrá-los precisaríamos de cerca de 39.000 milhões de kwanzas o factor financeiro é o grande ‘handicap’ porque havendo condições financeiras seria fácil a reintegração socioeconómica desses efectivos.

O Instituto de Reintegração Socioprofissional dos Ex-Militares necessita de 36 mil de kwanzas para reintegrar mais de 117.000 ex-militares desmobilizados.

Segundo o diretor-geral do IRSM, Domingos Tchikanha, a instituição tem por reintegrar 80.000 ex-militares, cerca de 13.000 deficientes e 24.000 viúvas e órfãos de guerra, um processo “condicionado” pela crise económica.

 “Para reintegrá-los precisaríamos de cerca de 39.000 milhões de kwanzas o factor financeiro é o grande ‘handicap’ porque havendo condições financeiras seria fácil a reintegração socioeconómica desses efectivos”, disse.

“É preocupação do Governo criar todas as condições com vista à reintegração condigna daqueles que, ao longo de muitos anos, se bateram nas frentes de combate a aceitar depor as armas, criando as condições propícias para a paz em Angola”, adiantou.

Falando hoje, em conferência de imprensa, em Luanda, enquadrada na comemoração do 24.º aniversário do Instituto, criado a 14 de Abril de 1995, Tchikanha apontou 2022 como a meta para reintegração dos ex-militares na vida socioprofissional e produtiva do país.

O IRSM é um órgão do Estado angolano que visa assegurar a implementação e o desenvolvimento de uma política de apoio à reintegração social e económico profissional dos ex-militares.

Segundo Domingos Tchikanha, o órgão tem a missão de reintegrar os militares desmobilizados à luz dos Acordos de Bicesse (Estoril, em 1991), Protocolo de Lusaca (1994), Acordo Geral de Paz (Luena, em 2002), e o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação em Cabinda (2006).

Em 2018, ainda segundo Domingos Tchikanha, o Instituto tinha como previsão integrar cerca de 11.000 pessoas, “entre ex-militares e deficientes vulneráveis”, mas, devido à “crise financeira”, o número foi reduzido para apenas 3.000.

“Mas, infelizmente, apenas 104 ex-militares foram realmente reintegrados”, disse.

Benguela absorve o maior número de ex-militares desmobilizados ao abrigo dos Acordos de Paz ainda por reintegrar, com um total de 17.000, seguida pela da Huíla com 12.000 ex-militares.