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Indústrias vão mudar com cimeira sobre clima

A secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina Mohammed, estimou, esta terça-feira, que indústrias mundiais de milhares de milhões de dólares mudem com os novos estilos de vida que vão ser encontrados na Cimeira Climática da próxima semana.

Indústrias vão mudar com cimeira sobre clima
D.R.
Amina Mohammed,

Amina Mohammed, Secretária-geral adjunta das Nações Unidas

O que é ainda mais motivador é encontrar novas alternativas aos estilos de vida. (…) Isto é, indústrias multimilionárias vão começar a mudar.

Em declarações aos jornalistas sobre a Cimeira de Ação Climática, que começa no sábado (21) com eventos e debates para a juventude e prossegue na segunda-feira, 23, com a reunião de líderes durante a Assembleia Geral da ONU, Amina Mohammed considerou que a mudança de estilos de vida vai provocar a mudança de indústrias de milhares de milhões de dólares.

“O que é ainda mais motivador é encontrar novas alternativas aos estilos de vida. (…) Isto é, indústrias multimilionárias vão começar a mudar”, considerou a antiga ministra do Ambiente da Nigéria.

A Cimeira de Ação Climática, convocada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, pretende abrir caminho para planos mais específicos para mudanças e transições de fontes de energia, com projectos desenhados para entrarem rapidamente em acção.

De acordo com Amina Mohammed, da cimeira são esperadas “medidas concretas e iniciativas bem construídas e audazes” sobre os passos a seguir para combater as alterações climáticas.

A secretária-geral adjunta disse que estes planos concretos vão trazer mais “transparência de empresas que gerem quantidades enormes de recursos”, o que vai possibilitar que haja mais pressão para trabalhar mais numa economia verde.

“Honestamente, [queremos ouvir] menos retórica e mais sobre aquilo que as pessoas podem e vão fazer. [Queremos] inspirar mais acção sobre aquilo que podemos fazer em todo o mundo”, disse Amina Mohammed.

“O que tentamos dizer é muito simples: é tempo de intensificar a ação que precisamos de ter a nível de países”, disse Amina Mohammed, acrescentando que a ONU precisa da contribuição de países, empresas e sociedade civil para “provocar impacto em grande escala”.

Apesar de ainda não haver estimativas oficiais, os organizadores acreditam que a cimeira vá reunir chefes de Estado ou de Governo de todos 193 Estados-membros da ONU. A cimeira da Juventude para acção climática, que antecede a reunião política de alto nível, vai ter mais de 700 jovens participantes, anunciou esta terça-feira a ONU.

A Cimeira de Acção Climática vai consistir na apresentação de projectos ambientais e iniciativas construídas a nível de países, com as Contribuições Nacionais Determinadas (NDC, na sigla em Inglês) e a nível de parcerias público-privadas entre sociedade civil e empresas.

A ONU vai ser o palco de apresentação de planos considerados mais audazes e eficazes, como também de propostas de nove equipas internacionais constituídas para dar respostas em diferentes áreas de acção, mas não vai contar com a apresentação de todos os países.

Ainda não foi divulgado quais são os países que vão apresentar planos nacionais na cimeira.

As iniciativas, que vão ser anunciadas a partir do fim-de-semana, incluem planos de como acelerar a transição de combustíveis fósseis para “indústrias limpas”, proteger a natureza e abrir o potencial da natureza para encontrar soluções climáticas, criar “maneiras mais verdes para trabalhar e para se deslocar” e entre outras, ajudar povos que já estão a sofrer com as consequências das alterações climáticas.