Dados de 2018 foram divulgados hoje

INAC regista 18 casos de tráfico de crianças

O Instituto Nacional da Criança (Inac) registou, em 2018, 18 casos de tráfico de crianças e 15 denúncias de envolvimento de menores com pessoas desconhecidas através da internet, alguns dos quais resultaram em violações sexuais.

INAC regista 18 casos de tráfico de crianças
D.R.

Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira (24), pelo director-geral do instituto, Paulo Calesso, durante um ‘workshop’ sobre abuso sexual e exploração de menores na internet e o papel na protecção e garantia dos direitos humanos e da criança.

Particularizou o caso registado em Viana, em Luanda, em que uma criança marcou um encontro com um cidadão desconhecido que a convidou a sair, aparecendo dias depois após de ter sido vítima de abuso sexual.

Em Angola, oito milhões com mais de cinco anos têm acesso ao telemóvel; mais de dois milhões à internet e pouco mais de dois milhões ao computador.

Para combater o tráfico e o assédio sexual de menores, foi colocado ao dispor do público a página  web https;//report,iwf.org.uk/ao onde é possível saber a origem de  imagens de caris sexual de crianças  expostas na internet e  retirá-las da rede, bem como articular com as entidades policiais  para poder localizar a pessoa que está por detrás dessas  publicações.

Trata-se de um instrumento que vai contribuir para a protecção da criança, principalmente contra os abusos sexuais que se registam depois de contactos nas redes sociais.

Entretanto, a secretária de Estado para os Direitos Humanos e  Cidadania, Ana Celeste Januário, afirmou que os média devem estar dispostos a cooperar para denunciar os crimes, evitando-se, desta forma, outras possíveis vítimas.

No que à exposição de imagens de pessoas envolvidas em casos do género diz respeito, apelou para o bom senso dos profissionais de comunicação social, no sentido de levarem em consideração a necessidade de protecção dos direitos das vítimas, por se tratar de menores.

“Os meios de comunicação social, seja directa ou  indirectamente, devem  evitar identificar os menores, bem como qualquer divulgação  de depoimentos destes sobre factos de que foram vítimas,  reforçou.

Ana Celeste Januário apelou, igualmente, à sociedade a unir-se  no combate à exploração sexual de menores, que aflige muitas famílias no país.

O ‘workshop’, com a duração de um dia, é dirigido a jornalistas e  visa  promover e divulgar  os  direitos da criança, tendo em atenção  as implicações  do uso das redes  sociais.

No encontro  foram  abordados  temas  relacionados com os  mecanismos  de  protecção da criança  no âmbito internacional  e regional, violência  contra a criança e mecanismos de respostas, introdução  sobre a  exploração  sexual de crianças online e comunicação baseada nos direitos  da criança.

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