Em 2020

Huambo vai ter centro regional de Oncologia

Huambo terá, em 2020, um centro regional de Oncologia, para melhorar a assistência aos pacientes e garantir o diagnóstico e o tratamento em quimioterapia, informou, quinta-feira, a directora local do Gabinete de Saúde, Jovita André.

Huambo vai ter centro regional de Oncologia
D.R.

A instituição irá funcionar nas actuais instalações do centro materno-infantil da Mineira, no bairro do Kapango.

 

Em conferência de imprensa, para o lançamento da I Conferência sobre o Cancro, a decorrer de hoje (25) a 26 deste mês, sob o lema 'Prevenção, diagnóstico e tratamento', a responsável disse que a instituição irá funcionar nas actuais instalações do centro materno-infantil da Mineira, no bairro do Kapango.

Jovita André informou que nestas infra-estruturas sanitária, inaugurada em Abril de 2017, com 36 camas para o internamento e seis de observação, seirão ainda atendidos doentes das províncias de Benguela, Bié, Kuando-Kubango, Kwanza-Sul, Malanje, incluindo da Huíla, num esforço entre o governo do Huambo e o Ministério da Saúde.

Para o efeito, a responsável disse que o centro materno-infantil da Mineira voltará a funcionar nas antigas instalações, na parte baixa da cidade do Huambo, neste momento, em obras de reabilitação.

A directora do Gabinete local da Saúde disse que o tratamento do cancro é bastante caro, sobretudo, nesta altura, em que as autoridades do planalto central não dispõem de fármacos, limitando-se apenas em apoiar os doentes nas passagens para Luanda, onde se encontra o Instituto do Controlo do Câncer.

Referiu que, entre 2015 a 2017, foram diagnosticados 200 casos de cancro diversos, dentre os quais o do colo do útero, com 49, surgindo depois o da mama, com 40, como resultado de mil e 323 consultas.

Com alguma frequência, acrescentou, o Huambo, que conta apenas com dois médicos especialistas, sendo um oncologista e outro patologista, tem igualmente diagnosticado casos de cancro da prostata e sarcoma de Kopasi, além de outros na idade pediátrica, ou seja, em crianças.

Sobre o evento, Jovita André disse surgir da necessidade da materialização das estratégias do Plano Provincial de Desenvolvimento do sector da Saúde, no que tange aos serviços de Oncologia e, pelo facto, de muitos pacientes diagnosticados localmente serem submetidos apenas ao tratamento paliativo e encaminhados ao Instituto de Controlo ao Câncer de Luanda.