No projecto Longonjo

Fundo Soberano de Angola investe mais 8,6 milhões USD

A mineira australiana Pensana Rare Earths anunciou hoje que o Fundo Soberano de Angola vai investir mais 8,6 milhões de dólares no projecto de pesquisa de metais preciosos em Longonjo, no Huambo.

Fundo Soberano de Angola investe mais 8,6 milhões USD
D.R

Em Abril do ano passado, foi noticiado que um projeto de prospeção de minerais no município de Longonjo, no Huambo, que durou cerca de dois anos, permitiu identificar 23.000 milhões de toneladas de metais valiosos, conhecido por Terras Raras.

"A Pensana Rare Earths tem o prazer de anunciar que o Fundo Soberano de Angola concordou hoje em fazer um novo investimento de capital na companhia de aproximadamente 8,6 milhões de dólares", lê-se num comunicado colocado hoje no site da empresa australiana.

"O investimento vai ser usado para fazer avançar o projecto do Longonjo, a primeira mina de metais preciosos raros a ser explorada em mais de uma década", acrescenta-se no texto.

Através da subscrição de mais acções da empresa, no início de Outubro, na bolsa de Londres, a participação do Fundo Soberano de Angola no projecto sobe de 17,7% para 23,1%, e segue-se aos investimentos já feitos em março e junho deste ano.

"Estamos muito satisfeitos por receber este apoio do Fundo Soberano, que vai garantir a continuação do desenvolvimento rápido do projecto como a primeira mina de exploração de metais raros preciosos a ser desenvolvida em mais de uma década, num contexto de forte procura por parte de veículos elétricos e turbinas eólicas ao largo da costa", comentou o presidente da Pensana, Paul Atherley, citado no comunicado.

Em Abril do ano passado, foi noticiado que um projeto de prospeção de minerais no município de Longonjo, no Huambo, que durou cerca de dois anos, permitiu identificar 23.000 milhões de toneladas de metais valiosos, conhecido por Terras Raras.

Entre as características de maior destaque deste tipo de metal estão a condução de calor e eletricidade, além de se tratar de estruturas que são altamente magnetizáveis.

As suas propriedades químicas e físicas são utilizadas numa grande variedade de aplicações tecnológicas e estão incorporadas em supercondutores, magnetos, catalisadores, entre outros.

São minérios que garantem características únicas a diversos tipos de ligas metálicas, como os telemóveis iPhone, carros híbridos, lasers, entre outros.

O consumo desses minerais, em todo o mundo, chega a 150 mil toneladas/ano.

Os tipos de metais conhecidos por Terras Raras chegam a 17. Porém, seis tipos são mais conhecidos: neodímio, lantânio, praseodímio, gadolínio, samário e cério.

A China é o principal produtor e mercado do minério.