Na Huíla

Crianças não são vacinadas por razões culturais

Factores culturais, crenças religiosas e a transumância levam os pais e encarregados de educação a impedir os seus filhos a beneficiar da vacina contra a paralisia infantil no país, denunciou esta sexta-feira, nos Gambos, Huíla, o secretário de estado para a saúde pública, José Cunha.

Crianças não são vacinadas por razões culturais
D.R.
JOSÉ CUNHA, SECRETÁRIO DE ESTADO PARA SAÚDE PÚBLICA

Uma criança vacinada automaticamente fica protegida contra a doença e, por isso, é importante que haja de facto essa mobilização da sociedade a todos os níveis.

Segundo a fonte que fez o lançamento da segunda ronda da campanha contra a pólio, os estudos feitos indicam que 25 por cento das crianças não foram vacinadas na primeira ronda, daí que o ministério da saúde, em parceria com a Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, reforçaram a acção de bloqueio, com vista a garantir uma vida saudável aos petizes.

José Cunha disse que esta ronda prevê abranger um milhão e 664 crianças em cinco províncias do país, nomeadamente, Huambo, Bié, Kuando-Kubango, Cunene e Huíla, este último prevê imunizar 600 mil.

Indicou que uma criança vacinada automaticamente fica protegida contra a doença e, por isso, é importante que haja de facto essa mobilização da sociedade a todos os níveis, para que o grupo alvo seja imunizado e, no futuro, contribua para o desenvolvimento do país.

Em Abril, a localidade Tchingengo, que dista a 56 quilómetros do município do Cuvango, Huíla, registou o primeiro caso suspeito e confirmado em Julho do ano em curso, de paralisia infantil, o que levou o ministério de tutela a adiantar com o programa de vacinação para interromper a transmissão do pólio-vírus tipo 2.

Entretanto, a maior epidemia de poliomielite em Angola ocorreu em 1999, ano em que foram notificados 1.119 casos e as províncias mais afectadas, na altura, foram Luanda e Benguela.

No mesmo ano iniciou-se o Programa de Vigilância da Poliomielite a nível nacional e, em 2004, fez-se o reforço do sistema de imunização, com a instalação de 460 postos fixos de vacinação e a criação de equipas avançadas e móveis em municípios prioritários.

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