Dinheiro autorizado por João Lourenço, segundo a TVI

Edeltrudes Costa factura milhões com o Estado e compra casas em Portugal

Edeltrudes Costa factura milhões com o Estado e compra casas em Portugal
D.R
Edeltrudes Costa

Uma investigação da portuguesa TVI revela que o chefe de gabinete do Presidente da República assinou contratos com o Estado, no valor de vários milhões de dólares, autorizados por João Lourenço, através da EMFC Consulting, empresa detida por Edeltrudes Costa e presidida pela ex-mulher, Ariete Faria.

Documentos exibidos pela televisão portuguesa mostram que, num despacho em que João Lourenço autoriza a contratação da Roland Berger, consultora com morada em Portugal, ordena ao mesmo tempo a subcontratação da empresa de Edeltrudes Costa, num contrato que previa a modernização de aeroportos angolanos. Segundo a TVI, a EMFC e a Roland Berger são representadas, entretanto, nos contratos, pela mesma pessoa, um cidadão português que atende pelo nome Nuno Monteiro Dente, candidato da Iniciativa liberal às últimas eleições legislativas portuguesas, na qualidade de independente pelo círculo de Viana de Castelo.

Mas não é apenas isso. A investigação cita um contrato com o Ministério da Justiça e outro de assessoria para a elaboração de um plano estratégico para a contratação pública, no período que coincide com o mandato de João Lourenço. Há ainda outra situação em que a Comissão Nacional Eleitoral, de que Edeltrudes Costa já foi comissário, contrata a empresa Bosmax e esta, por sua vez, subcontrata a EMFC, para o fornecimento de material das eleições de 2017 que colocaram João Lourenço no poder.

Entre os bens adquiridos por Edeltrudes Costa, em Portugal, a TVI aponta uma casa no luxuoso bairro de Cascais acima de 2,5 milhões de dólares e outra em Sintra, ambas em nome de Ariete Faria, além de um barco que foi enviado a Luanda. Além de extractos bancários exibidos com mais de 20 milhões de euros em conta corrente no BAI, Edeltrudes Costa terá também usado uma offshore na madeira, que a TVI designa como “empresa de fachada”, a Vadin Enterprises Limited, para adquirir um apartamento no mais luxuoso arranha céus do Panamá, detido pelo presidente norte-americano Donald Trump

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