Ministério dos Transportes procura quer relançar o projecto BRT

Crise ‘trava’ autocarros rápidos em Luanda

Crise ‘trava’ autocarros rápidos em Luanda
Mário Mujetes
Jorge Bengue, director do Instituto Nacional dos Transportes

O Ministério dos Transportes está à procura de novo financiamento para retomar as obras e seguir com a segunda fase de construção. O projecto prevê, como rotas principais, as zonas do Estádio ‘11 de Novembro’ e o Campus Universitário até à Estalagem, em Luanda.

O Governo suspendeu a implementação do projecto ‘Bus Rapid Transit’(BRT) devido a dificuldades financeiras, revelou durante a primeira conferencia internacional sobre mobilidade o director do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários, Jorge Bengue. A “interrupção” do projecto, no primeiro trimestre de 2017, foi provocado pelo processo judicial ‘Lava Jato’, no Brasil, que envolve a construtora ‘Odebrecht’-

O Ministério dos Transportes está à procura de novo financiamento para retomar as obras e seguir com a segunda fase de construção. O projecto prevê, como rotas principais, as zonas do Estádio ‘11 de Novembro’ e o Campus Universitário até à Estalagem, em Luanda. Os responsáveis do Ministério dos Transportes entendem que há necessidade de se implementar o projecto que “trará mais-valia no movimento rodoviário em Luanda, rapidez que este meio de transporte representa no embarque e desembarque de passageiros”.

O projecto BRT foi lançado, em Outubro de 2015, pelo então ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que continua detido, acusado de diversos crimes, entre eles o de peculato.

No projecto BRT está previsto possuir 240 autocarros, entre 90 articulados, 50 bi-articulados e 100 ‘standards’, que terão uma capacidade para transportar cinco mil passageiros por dia, com 24 paragens numa via exclusiva de 53 quilómetros de extensão, divididos em dois corredores. O primeiro vai ligar o bairro Estalagem, em Viana, ao estádio ‘11 de Novembro’, no Belas, enquanto o segundo ligará a avenida ‘Deolinda Rodrigues’ ao estádio

‘11 de Novembro’, prevê transportar 200 mil passageiros por dia. As obras estavam avaliadas em 202 milhões de dólares.

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